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Manoel de Abreu quer UTI oncológica

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Até o final do ano que vem, o Hospital Manoel de Abreu de Bauru, administrado pela Associação Hospitalar de Bauru (AHB) pretende colocar em funcionamento uma UTI para atender pacientes com câncer. Esta é a meta da administração do hospital, da Associação Bauruense de Combate ao Câncer (ABCC) e da AHB, que, juntos, buscam verbas anualmente para ampliar o atendimento na área.

Segundo Lyenne Berriel Cardoso, presidente da ABCC, este processo vem ocorrendo há alguns anos, com investimentos maciços para que o hospital se torne um centro de referência em tratamento de câncer. “Ano a ano, nós estamos dando passos visando esse objetivo. Nos últimos anos, fizemos reformas para abrigar mais leitos oncológicos e melhorar o atendimento em quimioterapia e radioterapia”, destaca.

Uma das etapas desta empreitada está sendo alcançada hoje, com a inauguração do Centro de Diagnóstico por Imagem, um prédio equipado com aparelhos para detectar todos os tipos de câncer.

“Queremos concentrar todos os recursos em um só lugar porque o portador de câncer atendido pelo SUS (Sistema Único de Saúde) não tem dinheiro para ficar se locomovendo de um lado para outro o tempo todo”, observa, lembrando que o Centro de Diagnóstico representa a quarta reforma no hospital em quatro anos. “Para fechar todo este círculo, agora nós precisamos ainda da UTI e de pelo menos um centro cirúrgico. Vamos lutar para conseguir parcerias para transformar o Manoel de Abreu em um Hospital do Câncer”, destaca.

A partir de setembro, o Centro de Diagnóstico já estará realizando exames em colonoscopia, broncoscopia e laringoscopia, todos eles relacionados à detecção de tumores cancerígenos. Os aparelhos foram adquiridos através de uma emenda de R$ 100 mil de um deputado federal, além de doações de empresários e de famílias bauruenses. Já a obra, orçada em R$ 250 mil, foi custeada pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) em Bauru.

Atualmente, o hospital realiza exames de raio-X, endoscopia e ultrassonografia. Outros tipos de exames têm de ser realizados em outras instituições e os resultados demoram mais tempo para serem divulgados, o que prejudica o tratamento. “O câncer é uma doença que não permite perda de tempo. Tem que haver agilidade no atendimento e é essa nossa proposta”, afirma o administrador do Hospital Manoel de Abreu, José Cardoso Neto.

Cardoso não arrisca fazer uma previsão de qual será o aumento do volume de atendimentos. “A ampliação ainda será discutida com o Departamento Regional de Saúde, que é quem define qual será o número de atendimentos que nós iremos fazer”, explica. Mensalmente, em média, o hospital realiza 155 atendimentos em ultrassonografia, 2.612 em raios-X, 350 em endoscopia e 700 em quimioterapia. Além da atuação em oncologia, o hospital continuará prestando serviços na área de infectologia, tratando de doenças como aids, pneumonia, meningite e hepatite.

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