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Jobim recua sobre vôos em Viracopos

Por Da Redação | Com Folhapress e AE
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Campinas - Cinco dias depois de anunciar que o aeroporto de Viracopos, em Campinas (95 quilômetros de SP), receberia 21 vôos por hora com o fechamento de uma pista de Cumbica para obras, o ministro da Defesa, Nelson Jobim (PMDB), voltou atrás e informou anteontem que não haverá mais a transferência de vôos. No entanto, até o início da noite de ontem, a Infraero (estatal que administra os aeroportos) não confirmava os cancelamentos, sob alegação de não ter sido comunicada oficialmente sobre as mudanças.

Em visita a Viracopos no último sábado, Jobim anunciou que o aeroporto receberia os 21 vôos. Também determinou à Infraero que a área de check-in do terminal fosse ampliada de forma emergencial.

Em nota, o ministério informou que a alteração de planejamento ocorreu por causa da antecipação, para a próxima segunda-feira, do início das obras na pista principal de Cumbica. Foi a terceira data de início das obras em Cumbica anunciada por Jobim. Ele afirmou que elas começariam no final deste ano e, em seguida, declarou que as obras seriam em setembro.

Devido a mais essa alteração, a pista principal de Cumbica não ficará fechada durante o período de maior movimento, as férias escolares. O ministério também informou que “Campinas continuará como alternativa para as empresas na realocação da malha, que está sendo realizada”. Além da reforma no check-in, ainda não iniciada, Viracopos passa por obras de ampliação do terminal de embarque e desembarque. Hoje, o aeroporto de Viracopos recebe, em média, 26 vôos por dia.

Controladores presos

Nelson Jobim não acredita que a decisão da Justiça Militar de Manaus de prender sete controladores de vôo do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (Cindacta-4), preventivamente, desde terça-feira, por terem paralisado os vôos, no dia 30 de março, possa gerar uma reação da categoria. “Absolutamente (não vai gerar revolta). Está tudo sobre controle”, disse o ministro.

Jobim evitou polemizar sobre a decisão do juiz José Barroso Filho, da 12.ª Circunscrição Militar. “Isso é uma decisão do Poder Judiciário e decisão do Poder Judiciário o Poder Executivo não examina. A matéria é afeita agora exclusivamente ao Poder Judiciário militar, que integra o sistema judiciário brasileiro. Logo o ministro da Defesa não tem absolutamente nada a dizer a respeito das decisões que são tomadas na esfera de sua competência pelo Poder Judiciário”, declarou o ministro.

Até mesmo entre oficiais da Força Aérea, que vinham criticando a postura dos controladores do tráfego aéreo, a decisão da Justiça Militar de Manaus de prendê-los, preventivamente, e isolá-los, foi considerada exagerada. Estes mesmos militares lembravam que prisão preventiva é feita em caso de risco de fuga, o que não é o caso dos controladores. Além disso, a determinação de isolá-los, em diferentes unidades militares, também foi considerada estranha porque não consideram que haveria motivo pra isso.

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