Rio - A análise da dinâmica dos afazeres domésticos realizada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2001 e 2005, registra aumento da proporção de pessoas que realizavam afazeres domésticos de 66,9% para 71,5%. Esse resultado, divulgado ontem, refletiu uma ligeira queda do trabalho doméstico remunerado, que passou de 7,8%, em 2001, para 7,6%, em 2005.
Segundo o levantamento, outro fator que pode ter contribuído para o aumento deste percentual é a queda no rendimento real das pessoas que passou de R$ 858,00, em 2001, para R$ 763,00, em 2005. O IBGE afirma que a não contratação de serviço doméstico permanente, residente e a contratação mensal de diaristas influenciam estes resultados.
Em 2001, as pessoas dedicavam, em média, 23,4 horas semanais com afazeres domésticos, passando para 19,9, uma redução de quase cinco horas, em 2005. A pesquisa diz que a redução no tempo dedicado a essas atividades pode ser explicada pela aquisição, nos últimos anos, de bens duráveis nos domicílios e acesso às novas tecnologias que facilitaram bastante o trabalho doméstico.
A PNAD destaca que na população ocupada o cuidado com afazeres domésticos também se intensificou entre 2001 e 2005, passando de 62% para 68,6%. Esse aumento foi maior entre os homens. Já o número de horas destinadas aos afazeres domésticos na população ocupada foi reduzido no período analisado, passando de 18,4% horas semanais para 16,3.