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Após 1 mês do acidente da TAM, parentes protestam no aeroporto

Folhapress
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São Paulo - Depois de um mês da tragédia que deixou 199 mortos, parentes das vítimas do vôo JJ3054 da TAM realizaram um protesto ontem, em Congonhas. Reunidos no check-in da TAM, eles deram as mãos em círculo e fizeram um minuto de silêncio - interrompido apenas pelo anúncio de um vôo. Escoltados pela polícia e pela CET e segurando faixas, os parentes caminharam até os escombros do prédio da TAM Express, na avenida Washington Luis - que permaneceu fechada por cinco minutos, por volta das 18h30.

Em frente aos tapumes do antigo prédio, os parentes rezaram pais-nossos e ave-marias, choraram abraçados, penduraram cartazes de protesto e jogaram flores sobre os escombros. Com a foto de seu companheiro nas mãos - o comissário de bordo Alvaro Breguez -, Evaldo Gil chorou com o rosto grudado ao tapume. “Dói muito estar aqui, mas quis prestar essa homenagem a quem foi meu companheiro, meu sócio, tudo na minha vida.”

Ao seu lado, Roberto Tressorros foi ao local deixar flores. Ele não é parente, mas sim um dos funcionários que escaparam ilesos do prédio da TAM Express. Com uma rosa branca na mão, Vinícius Bonato, 20 anos, veio ver pela primeira vez o local onde o pai, Ivalino, morreu de forma trágica - o pai é uma das cinco vítimas ainda não reconhecidas pelo IML.

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