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Tuma quer acareação no caso Renan

Por Leonardo Souza | Folhapress
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Maceió - O corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), afirmou ontem que pretende marcar para a próxima semana acareação entre o empresário Idelfonso Tito Uchôa e o usineiro João Lyra, que aponta Uchôa como laranja do senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

O próprio empresário colocou-se ontem à disposição do Senado para a acareação com o usineiro. “Vai ser difícil convencer Lyra a ir a Brasília”, declarou Tuma, que ontem estava em Maceió. Tuma acionou a Polícia Federal de Alagoas, na quinta-feira, para localizar Uchôa.

Enquanto isso, Uchôa, que é primo de Renan, estava em Brasília e ontem foi ao gabinete de Tuma para deixar carta na qual pede para ser ouvido pelo Conselho de Ética do Senado, juntamente com Lyra. Por meio de sua assessoria, Lyra disse que não pretende participar de acareação com Uchôa, por entender já ter prestado ao corregedor todas as informações que julga necessárias.

Tuma ouviu Lyra na quinta-feira por quase três horas. O usineiro confirmou as denúncias que havia feito à revista “Veja”, de que manteve sociedade oculta com Renan num grupo de comunicação. Ontem pela manhã, antes de viajar para São Paulo, o corregedor ouviu o empresário Luiz Carlos Barretos Goes, ex-sócio do grupo “O Jornal”, vendido ao usineiro, por meio de um laranja, e a Carlos Santa Ritta, assessor parlamentar de Renan.

Segundo Lyra, Santa Ritta também operou como laranja de Renan, depois transferindo sua participação na empresa, por meio de contratos de gaveta, a Renan Calheiros Filho.

Tuma disse que tentará quebrar o sigilo bancário de Uchôa. Na opinião de Tuma, é a melhor forma de esclarecer se ele tinha condições para pagar R$ 650 mil para ser sócio da empresa, como publicou a “Veja”.

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