Entre 209 municípios paulistas pesquisados pelo Ministério das Cidades, 87 (41,6%) informaram terem feito estudos específicos sobre segurança pública na elaboração do Plano Diretor. No caso dos transportes, o percentual é ainda pior: apenas 31,% (65 cidades) consideraram estudos sobre transporte e mobilidade.
Esses dois itens são os piores em uma lista de 16 temas considerados relevantes pelo governo federal. Apenas em mais um deles, área rural, a porcentagem de municípios que estudaram o tema ficou abaixo dos 50%: 45,5% das prefeituras informaram ter considerado os aspectos rurais na elaboração do plano.
Um entre quatro municípios paulistas que responderam à pesquisa (54, ou 25,8% do total) informaram não ter estudado as irregularidades fundiárias. Quase a metade (42,1%) não consideraram aspectos relacionados à saúde pública. Em contrapartida, itens como educação (82,8%), áreas de risco (83,3%) e aspectos sócio-ambientais (o líder, com 83,7%) foram estudados, segundo as prefeituras.
A média em São Paulo foi maior que a brasileira em todos os 16 itens explorados pelo Ministério das Cidades. A região Nordeste foi quem mais puxou a média nacional para baixo. Entre 547 cidades nordestinas, somente três itens (sócio-ambientais, sócio-econômicos e áreas de risco) foram estudados pela maioria dos municípios.
No que se refere aos itens estudados, o Estado de São Paulo só teve médias piores que o Espírito Santo e que o Distrito Federal (sua cidade única, Brasília, estudou todos os aspectos).
Segundo Benny Schasberg, do Ministério das Cidades, o pequeno número de municípios no Espírito Santo indica que São Paulo foi o Estado que mais entrou em detalhes na elaboração do Plano Diretor.