Esportes

Parapan: Após o evento, sonho do Brasil é ser potência mundial

Por Folhapress | AE
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Rio de Janeiro- Para continuar a crescer no esporte paraolímpico e figurar entre as dez potências mundiais, o Brasil precisa aumentar em quatro vezes o orçamento atual de R$ 17 milhões anuais. Um dos trunfos para seduzir os investidores será a vitória na tabela de classificação dos Jogos Parapan-Americanos do Rio - resultado menos ilusório do que o terceiro lugar obtido na disputa do Pan.

Por ano, o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) recebe R$ 4,9 milhões em patrocínios, além de R$ 12 milhões da Lei Agnelo/Piva. Um valor inexpressivo se comparado aos recursos federais destinados ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB): em 2006, a entidade e suas confederações foram beneficiadas com R$ 57,3 milhões.

“O crescimento do desporto paraolímpico está ligado à entrada de recursos. Passamos a receber o dinheiro da lei em 2001 e nossa participação na Paraolimpíada de Atenas, em 2004, foi a melhor da história”, disse o presidente do CPB, Vital Severino Neto.

Na Grécia, 98 atletas representaram o Brasil, que terminou na 14 ª posição, com 14 medalhas de ouro, 12 de prata e sete de bronze. Em 1996, nos Estados Unidos, e em 2000, na Austrália, os resultados foram bem diferentes. O País amargou a 32.ª e a 24.ª posições, respectivamente. E a certeza de que o crescimento será contínuo até a Paraolimpíada de Pequim de 2008 são os resultados obtidos pelos brasileiros no Parapan carioca. A estimativa é de que o País termine a disputa continental com até 15 recordes mundiais.

Desempenho melhor

O Brasil paraolímpico tem uma musculatura de vitórias maior que o Brasil olímpico. No Parapan, os deficientes lideram o quadro de medalhas, enquanto os competidores do Pan terminaram em terceiro, bem longe dos Estados Unidos e até que perto de Cuba.

Esses dois países, aliás, não têm o mesmo sucesso com deficientes -estavam até hoje atrás do Canadá e disputando com o México a terceira posição no quadro de medalhas. Mas a diferença maior acontece em termos mundiais.

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