A Secretaria de Estado da Saúde pretende vacinar 68 mil crianças com até 5 anos de idade na região de Bauru - 95% das 72 mil estimadas - contra paralisia infantil durante a segunda fase da campanha de vacinação contra poliomielite, programada para o próximo sábado, das 8h às 17h.
Na primeira etapa da campanha, realizda em 16 de junho, o Estado superou a meta e chegou a de 96% de cobertura vacinal. Das 17 regiões, apenas São João da Boa Vista, ABC e a Capital ficaram abaixo de 95%. Agora em agosto estarão à disposição da população cerca de 20 mil postos de vacinação (fixos e volantes), 52 mil profissionais e 4,7 milhões de doses de vacinas.
Todas crianças de até 5 anos devem tomar esta segunda dose – somente ela garante cobertura vacinal contra a doença. A prevenção é o método mais seguro de controlar doenças. No caso da poliomielite a vacina é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como única arma capaz de viabilizar a erradicação global da doença.
O último caso de poliomielite registrado no Estado aconteceu em 1988, resultado dos bons índices de imunização alcançados. Mas a doença ainda circula pelo mundo (2 mil casos foram registrados nos últimos dois anos), o que indica necessidade de manter a vacinação.
“É importante levar as crianças aos postos de saúde. A imunização só se completa tomando as duas doses da vacina. Com a vacinação, evitamos a re-introdução do vírus causador da doença em nosso Estado”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.
Além da dose contra paralisia, as crianças poderão receber doses de vacinas que estejam em atraso na caderneta, como Tetravalente (contra difteria, tétano, coqueluche), Tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) e contra hepatite B.
Caracterizada por febre, mal-estar, cefaléia e, em certos casos, paralisia, a poliomielite deve ser imediatamente notificada para a vigilância epidemiológica da região. A vacina contra a pólio é segura e os efeitos colaterais são extremamente raros.