Tribuna do Leitor

Insanidade política


| Tempo de leitura: 2 min

Aos poucos o povo vai entendendo a insanidade política reinante na atualidade. Os pensadores, doutrinadores e divulgadores estão expondo, homeopaticamente, suas idéias, tentando difundir as incongruências reinantes em nosso sistema político. Antigamente o poderio irrefreável dos monarcas impedia o desenvolvimento dos povos, teoria romana que vigiu por muitas décadas.

Os pensadores gregos iniciaram e difundiram a necessidade de modificação no estado patrimonial, que era estatal, para que os povos pudessem possuir o que conseguissem com a sobra do ganho no trabalho proficuo. Mais tarde pensou-se na comunização dos bens com responsabilidade estatal para a sobrevivência dos povos. Não deu certo. Jamais poderá prevalecer esta doutrina pela negatividade do ser humano com a prepotência do Estado. Mas a idéias continuam em burburinho, fervilhando na caldeira em busca de um caminho certo.

Atualmente prolifera o neoliberalismo. Outra utopia que, no correr do tempo, consome e destrói a plus valia do trabalho. A CPMF, aparentemente inocente, é a “sanguessuga” insensível minando o patrimônio dos que têm e dos que não têm com que responder. Ela é cega e a todos trata com o mesmo látego. Prorrogações e mais prorrogações, sempre visando usurpar um pouco dos incautos eleitores. Paulo Queiroz, brilhante Procurador Geral da República e professor universitário, doutrinou: “Porque o sistema representativo é um engodo que conta com a participação do próprio eleitor, que não exige, em troca do voto, algum proveito, de modo que o voto constitui, por isso, apenas um expediente para legitimar e perpetuar o crime – afinal, os eleitos não representam o eleitorado, mas os próprios interesses e os interesses dos grupos econômicos que os patrocinam”. Verdade incontestável.

A âmbito nacional, como disse, temos o CPMF, além de outros; em nossa querida Bauru temos a taxa dos bombeiros. Bombeiros são subordinados ao Estado, mas querem abocanhar uma parcela do patrimônio para sustento da incorporação e renovação de sua frota.

Fala-se até em cobrança do atrasado quando o serviço já foi realizado (e bem realizado) com a receita de que dispunham. Talvez até superávit houvesse, quem sabe? O Jornal da Cidade, na coluna Opiniões, tem agasalhado o debate da matéria com abalizados conceitos que merecem ser examinados pela população, e quiçá pelos políticos para melhorar a situação de nosso País, de nosso Estado e de nossa Cidade.

O povo brasileiro, que acredita ser livre, está iludido, todo seu trabalho é voltado para o Estado que pouco lhe retribui em educação, saúde, segurança e bem-estar, desde as crianças até aos idosos. Rezemos. A prece ainda é um conforto espiritual que nada custa e faz um bem ao ânimo e evita estresse.

Itamir Crivelli - OAB 20.911

Comentários

Comentários