Política

Tuga quer sindicância para ‘caso PS’

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

O prefeito Tuga Angerami comentou ontem, após reunião na Câmara Municipal de Bauru, que a repetição de reclamações por atrasos e acúmulo no atendimento de pacientes no Pronto-Socorro Central está ligada mais a falhas de conduta profissional do que de estrutura no sistema. Ele reclama que o estrangulamento do atendimento por ausência de ortopedista deu-se por nova falta de um profissional, com o agravamento da situação para o plantonista do início da noite de domingo.

“Eu pedi relatório completo à Secretaria de Saúde sobre o assunto e a ordem é dar um basta em situações geradas por faltas e também por questão de conduta profissional. É inaceitável que o médico ortopedista (João Sérgio Carneiro) que iniciou o plantão com acúmulo de 24 pacientes a atender tenha deixado o serviço para ir registrar boletim de ocorrência. Atende primeiro, depois registra o que quiser, mas cumpre sua obrigação”, desabafou.

Na avaliação de Tuga, o caso merece sindicância administrativa. “Tem de apurar, é o mínimo. Até para que seja explicado por que um plantonista que iniciou sua jornada de 12 horas teria tanta dificuldade para atender a 24 pacientes, alguns com problemas que ensejariam providências rápidas. Tinha gente com dor lombar e outros casos que provavelmente seriam atendidos com consulta e prescrição. A sindicância e o relatório vão responder a tudo isso”, completou.

O prefeito também lembrou que o profissional que registrou a ocorrência de ontem, ao entrar no plantão, é o mesmo que, recentemente, apresentou falta justificada em uma segunda-feira. “Não compareceu para trabalhar e apresentou atestado médico de consulta em São Paulo. Será que o profissional não confia nem em seus colegas em Bauru? Agora ele entra no plantão e verifica que um colega não compareceu. Mas será que era tão difícil atender 24 pessoas em 12 horas de plantão? Isso precisa ser apurado, precisa acabar e ver o que exatamente aconteceu e qual a razão. Largou o plantão para ir fazer boletim. Daria meia hora para cada paciente. Não dá mais para ser condescendente com isso”, comentou Tuga.

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Vereadores opinam

A ausência de ortopedista no Pronto-Socorro também repercutiu no Legislativo bauruense. A vereadora Majô Jandreice (PC do B) cobrou entendimento entre a prefeitura e os profissionais. “É uma questão que deve ser resolvida pela prefeitura, a secretaria de Saúde e a categoria. Tem de haver um pouco de colaboração de todas as partes, incluindo os profissionais. É preciso que todos sentem e definam suas responsabilidades dentro de suas competências e se resolva”, frisou. E acrescentou:

“Não dá para a prefeitura contar com um profissional e esse não comparecer. Por outro lado, um profissional descontente com uma série de questões também não coloca isso de outra forma sem ser faltando ao trabalho. Desta forma, quem acaba sendo penalizada é a população, que sempre fica à mercê dessa disputa entre os profissionais e o Poder Público.”

Já o vereador Benedito da Silva (PSDB) questionou o secretário de Saúde. “Onde estava o secretário naquele momento, uma vez que na hora ninguém encontrava os responsáveis?”, frisou. E também ponderou: “As pessoas têm o direito de reclamar da situação, mas não podem agredir um profissional.”

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