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Professores reivindicam reunião com Serra para discutir reposição salarial


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Na manhã de ontem, representantes de seis entidades que representam os professores da rede estadual de ensino se reuniram com o subsecretário da Casa Civil do governo do Estado, Rubens Cury, para reivindicar audiência com o governador José Serra (PSDB) para discutir a reposição salarial da categoria.

Eles entregaram dois abaixo-assinados contendo cerca de mil assinaturas de profissionais de Bauru e região e um documento elencando suas principais reivindicações. O representante do governo, por sua vez, recebeu a comitiva e se prontificou a levar as reivindicações ao conhecimento das esferas cabíveis ainda hoje.

A principal luta do professorado é por reajuste de 37% no salário base da categoria, além da incorporação das gratificações ao salário (esse bônus em dinheiro, como não fazem parte do ordenado, não contam para aposentadoria e FGTS).

“Nossa data-base começou em primeiro de março e até agora o governador não se pronunciou. Só estamos reivindicando que a lei seja cumprida e que a carreira do magistério seja respeitada conforme diz a Constituição”, afirma Neuza Aracy Costa, do Centro do Professorado Paulista.

A representante defende que o salário dos professores deva atingir o piso divulgado pelo Dieese, R$ 1.672,00. “Hoje, nosso ordenado é menor do que aquele proposto em nível nacional, R$ 680,00 contra R$ 800,00 para profissionais do ensino fundamental. Além disso, um profissional em final de carreira após 30 anos lecionando, recebe apenas R$ 130,00 de diferença com o salário inicial”, diz a Neuza.

Após a visita ao subsecretário do governo do Estado, os representantes dos professores disseram que também buscariam apoio do deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), ainda ontem. “Vamos entregar uma cópia dos documentos em seu gabinete”, reitera Neuza.

Movimentação

Dando continuidade à luta por melhorias salariais, os professores prepararam um ato público. Hoje, a partir das 16h, os profissionais da categoria se reúnem na Praça Rui Barbosa para protestar contra que consideram descaso das autoridades quanto à rede estadual de ensino e também contra os baixos salários.

Na próxima sexta-feira também haverá movimentação, desta vez na Capital. Segundo os representantes dos professores, oito ônibus de Bauru sairão da cidade às 6h para se juntar aos manifestantes que farão ato na Praça da Sé, às 15h. A expectativa da organização é reunir cerca de 30 mil profissionais de todo o Estado.

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