Méca campeão
A dupla formada pelo argentino Pablo Albano e pelo bauruense Julio Góes (Méca) conquistou, no último domingo, o título da 5ª etapa do Citibank Masters Tour, no Clube Atlético Paulistano, na capital paulista. Eles derrotaram na final os tenistas Fabio Silberberg e Alexandre Hocevar, por 6/1 e 6/0. Méca esteve em um dia inspirado, usando toda a sua habilidade, que foi sua marca registrada em sua carreira profissional. Ele começou como pegador de bolas aos sete anos no Bauru Tênis Clube e as coisas naquela época eram bem mais difíceis. Aprendeu a jogar com raquetes improvisadas feitas com caixas de laranja e, como ele mesmo diz, quando pegou uma raquete de verdade, jogar tênis tornou-se fácil demais. Ele chegou até o 68º lugar na A.T.P. O argentino Albano, que já foi um dos melhores duplista que a Argentina já teve, chegando a ser 25 do mundo na modalidade, na partida final também esteve impecável. Roger Guedes, também bauruense, como já foi divulgado pelo J.C. na semana passada, venceu a etapa disputada em Campos do Jordão, dez dias atrás.
Barragem
Terminou a Barragem no B.T.C. (sede social). No Grupo especial, o campeão foi André Cury, vice Guilherme Destefani, Grupo 1, campeão Carlos Miyahara, vice Victor Bosi. Na Barragem de duplas, Celso Oliveira e Constantino J. Sahade foram campeões ao vencerem Carlos Sacomandi e José G. Ranieri (Branco) na partida final. Na próxima terça-feira, traremos quem está com chances nos grupos que estão sendo jogados no Clube de Campo.
Críticas aos brasileiros
Na semana passada, o brasileiro Fernando Meligeni comemorou 18 anos de sua primeira vitória no circuito profissional. Como comemoração, Meligeni aproveitou o espaço em seu Blog para criticar os tenistas brasileiros.
“Quando comecei a jogar nunca imaginei que 18 anos depois estaria jogando um torneio de ‘seniors’,(ele disputou recentemente um torneio de seniors em Portugal, chegando até a final) deixando para trás uma carreira sólida e estimulante. O que aprendi foi que é possível chegar ao topo, não é nada fácil, requer muito esforço, empenho e um bocado de suor. Muitos tentaram me convencer a desistir. Coloquei na minha cabeça que a única maneira de conseguir resultados neste exigente mundo do tênis é lutando, lutando até o fim. Treinar, treinar e treinar, quem sabe por que alguns jogadores brasileiros não percebam que essa é a única formula de se obter grandes resultados, embora a grande maioria ainda reluta em encarar com mais seriedade o exigente esporte que escolheram como profissão”, afirmou Meligeni.
Respeito ao número 1
Por que será que, mesmo não jogando bem, o suíço Roger Federer acaba vencendo? O cipriota Baghdatis teve quatro set-points no primeiro set e endureceu também no segundo, mas perdeu em partida contra ele, realizada semana passada no torneio de Cincinati (EUA). “ Não esperava perder o primeiro set, mas perdi. Não aproveitei as chances, não acreditei que podia vencer. Ele me venceu por causa do seu nome. Perdi porque ele é o Federer, fiquei assustado quando estava para ganhar ”, disse Baghdatis após o jogo. De fato, o suíço é um gênio, o tenista mais completo do circuito.Suas conquistam incluem 50 títulos, entre eles: 11 Grand Slams, resultados que o fazem “um jogador de outro planeta”, para seus oponentes. Já assisti muitas partidas em que Federer joga mal, mas na hora de fechar, o adversário treme. Respeita demais quando não pode. Muitas vezes, ele consegue se salvar por mérito próprio, afinal ele não é o primeiro por acaso, mas em outras ele cria um monstro na cabeça do adversário. Pouquíssimos não tremem diante dele. Rafael Nadal é um deles, venceu 8 em 13 jogos e por pouco não o derrotou em Wimbledon (na grama, piso preferido do suíço) este ano. Nadal não tem o mesmo talento do suíço, mas é guerreiro e põe muito coração quando joga contra o melhor. O sérvio Djokovic fez isso a 10 dias atrás em Montreal quando venceu Federer, mas vamos ver daqui em diante. E por último, o argentino Guillermo Cañas conseguiu duas vitórias seguidas diante do suíço. Pura raça e determinação. Salvo esses, o resto não tem cabeça para ganhar do número 1, mesmo quando ele faz de tudo para perder.
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Dica
Mesmo em partidas entre jogadores de bom nível técnico, quase sempre o resultado provém de erros não forçados e não por bolas ganhadoras (winners). Em outras palavras, o jogador que comete o menor número de erros não forçados, é o vencedor. Uma maneira simples de reduzir seu índice de erros pela metade seria: faça com que a bola passe um pouco mais alta, sobre a rede. No livro “Nunca velho demais para se jogar tênis”, lançado em 1993, o norte-americano Mansfield Latimer analisou os números de 50 partidas e concluiu que em todos os casos que o maior índice de erros era proveniente de bolas que batiam e ficavam na rede, do que bolas que iam fora no fundo ou pelas laterais. Tente isso e terá mais chances de vitória.
Curiosidade 1
A possibilidade de ganhar um milhão de dólares com o desafio lançado pela A.T.P. (órgão que dirige o tênis profissional masculino) no Masters Series de Cincinati (EUA) acabou logo na primeira rodada. Como divulgamos na semana retrasada, a A.T.P. oferecia um prêmio de 1 milhão de dólares para o internauta que conseguisse acertar os vencedores de todas as partidas do torneio (um total de 55 jogos). A primeira rodada tinha 24 jogos, mas antes mesmo de terminar já havia eliminado todos os participantes. A primeira rodada foi jogada em dois dias: segunda e terça-feira passada. Após os jogos de segunda-feira, apenas um apostador tinha chances e foi eliminado no dia seguinte com as derrotas de Tursunov, Mathieu e Guillermo Cañas. Com certeza, acertar os 13 pontos na loteria esportiva de futebol é menos difícil. Mesmo contando com os empates.
Curiosidade 2
Todo jogador tem suas manias e supertições na hora de sacar,ou mesmo em outros momentos do jogo. A mania de Rafael Nadal, número 2 do mundo, é sempre antes de servir, puxar a bermuda (shorts) que fica no ‘bumbum’. “Não é problema das minhas bermudas (shorts). Foi um hábito que peguei quando ainda competia em torneios infantis. Estou tentando parar de fazer isso, mas não é fácil”, disse o tenista que também falou sobre outra mania, a de morder os troféus quando vence um torneio. “Comecei a fazer isso quando ganhei meu primeiro torneio. Continuei, eu prefiro fazer isso do que beijar os troféus. É uma de minhas marcas”, concluiu Nadal.