Regional

Vereador pode acionar MP para exigir ajuda de municípios ao PS

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 3 min

Jaú - O desinteresse dos municípios vizinhos de Jaú (47 quilômetros de Jaú) em cooperar com ajuda financeira para manter os custos do Pronto-Socorro (PS) da Santa Casa pode ir parar no Ministério Público (MP). Na reunião ocorrida na última sexta-feira, representantes de apenas dois dos 12 municípios convidados compareceram na Câmara Municipal para discutir o problema.

Apenas as cidades de Brotas e Pederneiras enviaram representantes ao encontro. A iniciativa da Câmara tinha a finalidade de expor aos prefeitos dos municípios da microrregião, que usam os serviços médicos do hospital, os problemas financeiros que afligem a entidade e, ao mesmo tempo, tentar convencê-los da importância de contribuírem com os custos do Hospital.

O vereador Tito Coló Neto (PSDB) considerou um descaso a falta de interesse da maioria dos municípios que usufrui dos serviços oferecidos no PS - cujos custos são bancados atualmente pela Prefeitura de Jaú, que repassa cerca de R$ 200 mil/mês à Santa Casa para sua manutenção.

“Eles (os municípios) não estão atentos para o grande problema que existe. Nós vamos entrar no MP, se for o caso, porque o primeiro atendimento tem que ser feito pela cidade deles. Nós, munícipes de Jaú, estamos pagando impostos para eles”, comenta Coló Neto.

A presidente da Casa, vereadora Rita de Cássia Chacon (PTB), também lamentou a falta de interesse demonstrada pelos prefeitos vizinhos. “É uma pena que as cidades vizinhas não se interessaram por uma reunião muito positiva”, disse. Segundo a assessoria de imprensa do Legislativo, durante a reunião foi apresentada uma listagem com o número de atendimentos do pronto-socorro referentes ao período de janeiro a julho de 2007.

De acordo com Coló Neto, 40% dos atendimentos da Santa Casa seriam de pessoas de outras cidades, o que aumentaria a responsabilidade dos municípios em cooperar com os custos da entidade. “Nós precisamos urgentemente conscientizar os prefeitos que eles têm que fazer o repasse”, completa o parlamentar.

Coló Neto acusa os municípios de aplicarem a verba repassada pela Secretaria de Saúde na compra de ambulâncias sem se preocupar em investir no Pronto- Socorro (PS). “Quando a Secretaria de Saúde repassa o dinheiro, eles (os municípios) não querem dinheiro para o PS deles. Eles querem ambulância para trazer os pacientes deles para nossa cidade”, critica.

O resultado do encontro será levado oficialmente à direção da Santa Casa na próxima quinta-feira. “Na próxima quinta-feira estaremos nos reunindo com os diretores-clínicos e administrativos da entidade para informá-los sobre o resultado do encontro”, confirma Chacon.

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Convênios

A vereadora Maria Heloiza Campana Almeida Leite disse à reportagem do JC, na semana passada, que concorda com o atendimento de moradores das localidades vizinhas. No entanto, ela afirmou ser indispensável a colaboração financeira dessas cidades.

Na reunião da semana passada, a vereadora sugeriu a formalização de convênios, criando-se uma tabela de valores para serem pagos no dia 10 subseqüente ao mês que o paciente foi atendido.

O representante de Brotas, vereador Sebastião Trevisan, mostrou interesse na proposta de se firmar convênio para manter os custos do pronto-socorro e do hospital. Ele teria afirmado que a Prefeitura de Brotas aprovou repasse de R$ 5 mil à entidade só que, até agora, nenhum documento teria sido encaminhado pela Santa Casa para solicitar o dinheiro.

“Foi aprovado projeto de Lei repassando R$ 5 mil para a Santa Casa. Talvez deva ter havido alguma falha na formalização do pedido”, acrescentou. O vereador acredita que o hospital vai formalizar a documentação nos próximos dias.

O vereador Tito Coló Neto comentou que poderia ser criado um cartão cidadão de saúde para controlar os atendimentos. “O cartão com os dados do paciente evita os abusos. Nós, vereadores, temos que dar resposta à população porque é o dinheiro de impostos que está sendo usado para custear o PS”.

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