Tribuna do Leitor

Caro vereador Benê


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Em matéria exibida neste jornal dias atrás, tive a oportunidade de compartilhar com os leitores a opinião de que alguns secretários do Tuga não passavam de peças decorativas. Apesar de ser um assunto muito sério, achei até graça com o termo usado pelo nobre edil. A sua opinião é a mesma que temos, aqui do lado de fora, dos nossos governantes, seja em qualquer escalão, salvando-se poucos.

Como o nobre vereador entrou no mérito da questão, gostaria que entendesse que essa é também a minha opinião sobre vossa excelência. Ou seja, lhe vejo como peça decorativa dentro da Câmara Municipal. Peço que refresque minha memória e diga quais foram os projetos importantes, ao longo desses três anos, apresentados pelo vereador.

O senhor recebeu o voto de confiança, principalmente da classe da Saúde, da qual fazia parte. Peço novamente que refresque minha memória e diga quais os projetos que o vereador propôs para melhorar a falida saúde e até mesmo as condições de trabalho de médicos, enfermeiros e atendentes dos prontos-socorros e postos de saúde de nossa cidade.

Concordo que existam muitas peças decorativas no governo Tuga, mas pelo número de vereadores (15) que trabalha nessa Casa de Leis, a cidade deveria estar bem melhor. Infelizmente, existem algumas peças decorativas aí também. E pensar que querem aumentar para 23.

Em minha casa existem várias peças que decoram os ambientes. São bonitas de se ver, mas estão no lugar certo e no papel certo. Dentro desse espaço tão nobre que é a nossa Câmara Municipal, as únicas peças decorativas devem ser quadros, esculturas e algumas coisas mais, mas nunca um vereador.

Por isso, caro vereador, tenho duas sugestões a lhe fazer. Primeira: saia desse estado de apatia e mostre a nossa população que o senhor não é figura decorativa e lembre-se de que assumiu um compromisso de lutar em prol do nosso sistema de saúde. Segunda: refresque minha memória e coloque aqui os seus projetos que foram “aprovados” pelos seus nobres pares para não ficar essa impressão de que tudo no Brasil não passa de peça de decoração.

Eduardo Rubio

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