Tribuna do Leitor

Eco da voz populacional


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Todos sabem a quem estamos nos referindo quando nos dirigimos a uma determinada camada populacional, a qual vulgarmente denominamos-a de povo. Sabe-se também quem é o povo e, assim, classificamos o povo como a grande maioria, fraca e oprimida do nosso sistema social contemporâneo. Porém, a dúvida que atualmente nos intriga é: até onde é ouvida a voz ativa dessa rotulada “grande maioria”?

Podemos adjetivar como ativa a voz do povo, pois é uma voz que não se cala. Sim, porque, aliás, não há razões para que a voz do povo pare de gritar!

Gritam, mas não ouvem, de seus esperados ouvintes, uma resposta à altura. Porém, não é tanto por ouvirem seus apelos ecoando em vão pelos cantos de seu país que o povo sente tanta revolta. Digamos que a revolta maior provém da falta de confiança em seus própios líderes, aqueles que trajam-se de terno e gravata, dizendo que fazem parte desse coral apelativo. Mas que não compartilham da rouquidão na luta pela vitória.

A sorte do povo é que de quatro em quatro anos podemos reciclar nossos líderes, jogar fora o passado e novamente nos iludir de esperança!

Gabriel Correia Leite

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