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Brincadeiras antigas atraem a criançada

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 2 min

Em era de computador, jogos em rede e playstation, amarelinha, boneca de pano, pipa e peão ainda têm vez. Tudo bem que o passado não substitui o presente, mas a convivência entre eles não deve e não vai acabar. Isso é exposto pelas próprias crianças apaixonadas pela tecnologia e ao mesmo tempo vidradas em diversões simples, do tempo de seus avós, em que o segredo está na imaginação e na troca de experiências através do contato com os colegas.

Ontem foi comemorado o Dia do Folclore. A data serve como pretexto para relembrar as tradições do povo brasileiro, diferentes em cada região. Bauru não fugiu à regra. Cerca de 370 alunos do Colégio Rogacionista tiraram a manhã para apresentar trabalhos culturais sobre diversos costumes regionais e também para se divertir. Pipas, peões e carrinhos de madeira fizeram os meninos descobrirem o valor das brincadeiras em que ele comanda o ator e cria o roteiro e o final na sua cabeça. Bonecas de pano e amarelinha levaram as meninas a inventar histórias conjuntas a respeito das personagens que carregavam.

Os pais e filhos mais vidrados em tecnologia podem até torcer o nariz, mas os pequenos, com apenas 10 anos, sabem da importância de não perder os valores do passado. Fernanda Aparecida Garcia está na 4ª série e prefere brincar de boneca ao invés de se divertir no computador. “Quanto mais pessoas tiver, mais legal é de brincar”, explica a garota, que diz ter sido incentivada pelos pais a gostar de jogos antigos.

João Felipe Matos, de 7 anos, está na 1ª série. O menino afirma ser encantado por brincadeiras com carrinhos. “Computador eu gosto menos”, diz. Ontem ele não largava a pipa feita pelo pai para concorrer a um concurso organizado pela escola. “Já empinei (pipa). Eu gosto porque a gente solta e ela vai longe pelo céu”, tenta explicar com suas palavras a liberdade que a diversão traz para as crianças.

Para Camila Cristina Juarez, 10 anos, os brinquedos antigos só são divertidos quando usados em conjunto. “Gosto de vez em quando (de usar brinquedos velhos) porque hoje a gente não encontra mais muitas coisas de antigamente”, afirma a garota, que não dispensa um bom joguinho no computador.

A coordenadora pedagógica do segmento 1 do ensino fundamental do colégio explica que a intenção é exatamente resgatar a cultura vivida pelos pais e avós. “Muitos deles não têm contato com esses brinquedos e tradições. Com isso, podem ampliar seus horizontes culturais.”

Já a coordenadora do segmento 2 e do ensino médio, Elisa Teixeira da Luz Farias, destaca a integração entre os jovens.

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