Bairros

Prefeitura manda Bauru Tênis Clube desativar estande de tiro já inativo

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 2 min

A Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) publicou, no Diário Oficial de Bauru do último sábado, notificação exigindo a paralisação imediata das atividades do estande de tiros do Bauru Tênis Clube (BTC), localizado em sua sede de campo. A atitude ocorreu após intervenção do promotor público José Carlos Carneiro de Oliveira, que enviou ofício à prefeitura pedindo o fechamento do local de treinamento alegando risco aos moradores do residencial Tívoli, localizado ao lado do clube. O motivo seria denúncia de projéteis que teriam atingido casas.

De acordo com o BTC, o estande que fica ao ar livre não é utilizado desde junho de 2005 em virtude de desentendimentos entre o Exército e a Polícia Civil com relação ao certificado de registro (CR), que autoriza o funcionamento do espaço após inspeção de profissionais. Mesmo inativo, o clube defende que o local é completamente seguro, atendendo às normas das autoridades competentes e que seria impossível um projétil disparado por seus atiradores chegar ao residencial devido à trajetória retilínea da bala.

“O estande está abandonado há dois anos devido a uma pendência com o alvará de funcionamento. Desde então, nossa equipe viaja 160 quilômetros todos os finais de semana para treinar em Barra Bonita”, explica Marcus Vinícius Giansante Fonseca, diretor do departamento de tiro do clube.

A pendência do alvará ocorre devido a modificação ocorrida em 2003 na lei das armas, que não deixa claro se é responsabilidade do Exército ou da Polícia Civil executar a vistoria e emitir o documento.

“No início de 2006, o Exército compareceu ao local e forneceu o certificado de registro. Mas existe uma dupla interpretação da lei. Hoje aguardamos apenas um posicionamento das autoridades para finalizar a questão e voltar a utilizar o espaço”, afirma Luiz Daré Neto, membro da equipe de tiro do BTC.

Segundo ele, as denúncias de desvios de balas ocorreram devido a crianças que invadiam a área para coletar os projéteis deflagrados e depois utilizá-los para caçar pássaros com estilingue. “Eu mesmo retirei duas atiradeiras de garotos que estavam com 140 munições e registrei um boletim de ocorrência”, diz. “Quanto à segurança, temos todos os itens de acordo e em perfeito estado, com um obstáculo para balas mais alto do que o muro do residencial”, completa.

O titular da Seplan, Leandro Dias Joaquim, explica que a publicação foi motivada pelo documento do promotor, contendo laudos de peritos em criminalística. “Caso o clube apresente algum laudo que contradiga isso, ou mesmo que comprove a construção de uma barreira que impeça o desvio de projéteis, podemos rever as medidas”, diz.

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