Jaú - Nem mesmo foi liberada e uma emenda parlamentar, que prevê a aquisição de um aparelho de ressonância magnética para a Santa Casa de Jaú, está gerando polêmica. A emenda, que prevê a liberação de R$ 1,2 milhão a ser empenhado na compra do aparelho, pode sair ainda neste semestre, o que permitirá equipar a unidade hospitalar e beneficiar cerca de 12 municípios da microrregião de Jaú (47 quilômetros de Bauru). No entanto, o Departamento Regional de Saúde (DRS-6) de Bauru prefere que a verba seja revertida para a aquisição de outros equipamentos.
De acordo com o deputado federal José Paulo Tóffano (PV), a emenda, proposta pela bancada, foi feita a pedido do hospital. “Foi um pedido que a Santa Casa havia feito porque a fila (para exames) está em quatro meses aqui em Jaú. Aí, as pessoas têm que se deslocar até Bauru para fazer o exame”, comenta.
Tóffano ressalta que, com a instalação do aparelho de ressonância magnética em Jaú, as filas poderão diminuir em Bauru, já que a Santa Casa poderá atender os municípios vizinhos, como já faz em outros tipos de atendimento. “Este aparelho de ressonância, além de representar uma agilização aqui (em Jaú), seria uma agilização das filas em Bauru também. Além de não mandar mais (pacientes a Bauru) também vai atender as 12 cidades da microrregião”, confirma o deputado.
Anteontem, o diretor do DRS-6, Carlos Alberto Macharelli, e a diretoria da Santa Casa de Jaú estiveram reunidos para discutir a situação do hospital. Macharelli alertou os representantes da entidade sobre o fato de que a instalação de uma unidade de ressonância magnética em Jaú, além do aparelho, exige altos custos de manutenção e, no momento, o hospital passa por problemas financeiros.
“Nós tentamos discutir com ele que talvez a ressonância magnética não seja a grande prioridade para Jaú”, confirma o diretor, ressaltando que o melhor seria reverter a verba para a aquisição de outros aparelhos mais usados no dia-a-dia. “Comprar coisas mais básicas como um ultrassom, por exemplo”, completa.
Segundo Macharelli, a unidade de ressonância magnética existente em Bauru é suficiente para atender a demanda da região. “A ressonância magnética para nossa região inteira, de 68 municípios, tem cota de mais de 200 exames. Dá para servir todo mundo. A fila vai existir. Vai existir a fila no sentido de prioridade de atendimento. Não de ordem de chegada e sim de gravidade de doença. Então, vai existir fila mesmo com a nossa cota”, completa.
Outro assunto discutido durante a reunião, foi a possibilidade de se fazer uma avaliação técnica na Santa Casa de Jaú visando tentar incluí-la no projeto Pró-Santa Casas do governo Estadual. “Nós vamos marcar um reunião para a segunda semana de setembro. Eu devo ir a Jaú, com mais algumas pessoas da área técnica da Regional, e fazer um diagnóstico para ter uma proposta de ação para a Santa Casa, inclusive de pedir dinheiro para a Secretaria de Saúde”, revela Macharelli.
A decisão, no entanto, como frisou Macharelli, é da diretoria da Santa Casa. “Nós demos a nossa opinião, mas fica a critério deles julgar a pertinência (dos argumentos). O problema de fazer isso (implantar a ressonância) é o depois, de saber quem vai pagar os exames, quem vai pagar a manutenção”, completa.