Para o presidente da CEI do Transporte, o vereador Antonio Faria Neto (PDT), as denúncias sobre o setor e o trabalho desenvolvido pela comissão foram importantes para forçar a prefeitura a tornar mais eficiente o trabalho de fiscalização. “A CEI verificou que a prefeitura faz agora uma fiscalização mais eficiente, juntamente com o trabalho da Emdurb, que tem técnicos especialistas na fiscalização do transporte. Forçou a prefeitura a se investigar melhor e fazer um trabalho mais sério de fiscalização”, destacou o pedetista.
Já para a relatora Majô Jandreice (PC do B), as denúncias e a CEI devem servir de alerta para os órgãos públicos aperfeiçoarem seus mecanismos de controle e fiscalização. “E que a nova modelagem, que a Emdurb já estuda e tem planejamento estabelecido, realmente se configure em algo mais moderno para os próximos contratos. Verificamos que não há como contrariar o que está nos autos, mas que tudo realmente sirva como preocupação para que tudo seja mais transparente a fim de que não haja mais preocupações se o dinheiro está sendo bem gasto, se o transporte está sendo fiscalizado e se tudo o que vem ocorrendo está dentro da lei e da ética”, enfatizou.
Além disso, a exemplo de Faria Neto, Jandreice defendeu a instalação da CEI, mesmo diante da ausência de depoimentos e do fato da comissão ter se baseado em uma audiência pública para apurar o caso. “Lá atrás, de forma técnica, diria que a audiência pública foi suficiente. Mas a Casa entendeu que deveria se prosseguir com as investigações para reforçar e demonstrar de forma efetiva à administração pública, aos órgãos envolvidos e à empresa contratada de que as coisas precisam ser muito bem feitas e que não pode haver dúvidas quando há envolvimento de contratos e recursos públicos”, sustentou.