A crise do setor aéreo não é novidade para ninguém. Como se tornou um caso relativamente comum, o assunto está um pouco mais afastado da mídia. No entanto, problemas causados por cancelamentos de vôos e conseqüentes prejuízos para passageiros continuam. Para informar esse público sobre os direitos e deveres das companhias aéreas, o Procon de Bauru fez uma blitz, ontem de manhã, no Aeroporto Moussa Tobias, na rodovia Bauru-Arealva.
Das 8h às 12h, o próprio coordenador do órgão na cidade, Amauri Roma, entregou panfletos informativos e prestou esclarecimentos para os passageiros. A mobilização foi realizada por regionais do Procon em todos os aeroportos do Estado.
“Estamos trazendo aos usuários do serviço os direitos que lhes são assegurados. Os principais casos são cancelamento de vôo, danos e extravio de bagagens e o overbook (venda de passagens além da capacidade do avião)”, revela.
Segundo Roma, em Bauru o Procon não recebe muitas reclamações ligadas ao setor aéreo. “Foram duas denúncias no período de um ano”, revela. No entanto, ele ressalta que, em diversas oportunidades, o passageiro acaba se omitindo por falta de informação. Por isso os folhetos contêm, além de informações ao consumidor, telefones de todas as companhias aéreas do País e de órgãos de informação e defesa do usuário.
O securitário Cláudio Pardo viaja a trabalho constantemente para Brasília e já teve diversos problemas. Na última quinta-feira, seu vôo de São Paulo para Bauru não pôde decolar. A empresa aérea deslocou os passageiros até Campinas prometendo que a viagem seria feita. No entanto, ele não conseguiu chegar à cidade de avião. “Já era 1h20 quando soubemos que não teria mais vôo. Então eles disponibilizaram um táxi e eu cheguei em Bauru às 5h, atrapalhando meus negócios e atrasando minha volta a Brasília”, conta.
Neste caso, a empresa teria que oferecer estadia para os passageiros, arcar com os custos de hospedagem e alimentação até o horário de um novo vôo. “Foi a primeira e última vez que voei por esta companhia”, desabafa. “A gente tem que estar bem informado e ficar atento aos nossos direitos”, completa.
Apesar de não passar por nenhum problema em virtude do caos aéreo, o empresário Gerson Trevisani Filho, que estava no aeroporto Moussa Tobias ontem, aprova a iniciativa do Procon. “Essa atitude é muito válida porque, em diversas vezes, as pessoas não procuram seus direitos por falta de conhecimento”, afirma.