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Nova Orleans lembra dois anos do Katrina com críticas a George Bush

Folhapress
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Nova Orleans - No aniversário de dois anos da passagem do furacão Katrina por Nova Orleans, a cidade americana recebeu ontem a visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que anunciou novos investimentos de US$ 1,3 bilhão para proteger a região de novas tempestades.

Depois dos US$ 114 bilhões já anunciados para uma reconstrução ainda falha, no entanto, a promessa não impressiona, e a população organizou marchas em protesto contra a demora na ajuda governamental.

Há dois anos, Bush afirmou que faria “o que fosse preciso” para reconstruir Nova Orleans depois da passagem do Katrina, que inundou 80% da cidade e matou mais de 1.600 pessoas em Louisiana e no Mississippi. Hoje, segundo o Instituto Brookings, menos da metade das escolas públicas de Nova Orleans reabriu, e dos 118 mil empregos perdidos, apenas 17 mil foram recriados. Dos 455 mil moradores originais, hoje apenas 277 mil pessoas vivem na cidade.

“É difícil para quem está aqui todo o tempo ver progresso, mas eu só venho a Nova Orleans em algumas ocasiões. A cidade está melhor hoje do que estava ontem, e vai estar muito melhor amanhã”, rebateu Bush.

Em 2005, a demora do governo federal em se dar conta da extensão dos danos causados a Nova Orleans causou uma avalanche de críticas. Ao lado da guerra no Iraque, o Katrina ajudou a levar o índice de aprovação a Bush a seus piores índices desde 2001 -cerca de 40%.

A percepção do fracasso em Nova Orleans continua sendo usada hoje pelos pré-candidatos democratas à Presidência.

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