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Mensalão: procurador tem novas provas

Por Da Redação | Com Folhapress e AE
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Brasília - Os 40 réus acusados no caso do mensalão que se preparem. O procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza, afirmou que tem em mãos novas provas para reforçar as acusações. Segundo ele, vários laudos periciais, que estavam em fase final de elaboração no momento em que a denúncia foi apresentada, em 30 de março de 2006, estão prontos e serão incluídos no processo brevemente. Entre os novos documentos está um laudo que, segundo o procurador, atesta a presença de dinheiro público irrigando o esquema.

Antônio Fernando afirma que os peritos conseguiram demonstrar com clareza a transferência de recursos do Banco do Brasil por intermédio da empresa Visanet, para a DNA, de propriedade de Marcos Valério.

Antônio Fernando adianta que “em breve” denunciará o chamado “mensalão mineiro”, que envolve o suposto desvio de recursos, também com a participação do empresário Marcos Valério, para financiar campanhas de políticos mineiros, entre elas a do senador e ex-presidente do PSDB, Eduardo Azeredo.

Antônio Fernando está convicto de que o caso não vai virar piada de salão, como chegou a dizer o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares. Ao ser questionado se ficou surpreso com o resultado, ele respondeu: “Quando ofereci a denúncia, tinha convicção de que ela tinha elementos suficientes para justificar a abertura da ação penal. O seu recebimento é a concretização daquela expectativa. Não teve nenhuma surpresa. O questionamento múltiplo que ela sofreu pelos diversos defensores poderia criar um juízo desfavorável, mas ela se manteve porque teve consistência nos fatos.”

O procurador-geral confirmou a existência de outra perícia sobre o uso de dinheiro público no mensalão. Trata-se da reconstituição da trajetória de dinheiro do Ministério dos Esportes, que passou por contas da SMP&B de Marcos Valério no Banco do Brasil e no Banco Rural e chegou a contas de Anita Leocádia, assessora do deputado Paulo Rocha (PT-PA).

Ele disse que algumas provas “estão sobrando” e citou como exemplo a imputação de gestão fraudulenta de instituição financeira contra dirigentes e ex-dirigentes do Banco Rural. Antônio Fernando disse que, se o julgamento do processo fosse hoje, já haveria elementos suficientes para “várias” condenações, mas admitiu a fragilidade em relação a alguns pontos do processo, como a acusação contra o ex-ministro Luiz Gushiken, acusado de peculato.

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