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Comdema só apreciará loteamentos em floresta urbana após analisar laudos

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 1 min

A “disputa” pela maior floresta urbana da cidade está quente. Enquanto dois grupos da cidade têm projetos de loteamento na mata localizada entre a Universidade Estadual Paulista (Unesp), grupos ambientalistas da cidade lutam para barrar o desmatamento na região.

Ontem, o Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comdema) se reuniu com as duas partes, recebeu laudos dos populares e prometeu avaliar os documentos para só depois dar o seu posicionamento a respeito da construção ou não dos empreendimentos na área.

O grupo que defende a preservação da Floresta Água Comprida apresentou ao conselho técnico do Comdema três estudos. Um do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPmet) que versa sobre o aumento da temperatura na região da mata em dois graus após a construção de alguns residenciais. Os outros documentos são um trabalho acadêmico da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e, por final, um estudo geológico. “Nós, bem como os empresários (interessados na área), achamos válida a proposta e vamos repassar os documentos ao nosso conselho técnico. Somente após o posicionamento desses especialistas, vamos tomar nossa decisão”, afirma Miguel Cáceres, presidente do Comdema.

Os dois loteamentos poderão ocupar em torno de 350 mil metros quadrados (m²) da floresta de cerca de 560 mil m². Os defensores da mata alegam que ela contém árvores protegidas por lei, abriga a nascente do córrego que faz parte da bacia do rio Batalha, regula a temperatura da região e protege o solo arenoso da erosão.

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