Ser eleito prefeito de uma cidade e investir maciçamente em infra-estrutura parece ser fácil, principalmente quando se mergulha em dívidas milionárias, esperando que as próximas administrações paguem. Prefeitos conseguem, desta forma, visibilidade diante da população, sendo vistos como competentes e preocupados com o desenvolvimento do município. O perdedor de tudo isso, o incompetente, irresponsável, sempre acaba sendo o atual prefeito, que não faz obras faraônicas e tampouco admiradas.
Essa situação é vivenciada pelos bauruenses. Erros cometidos no passado vieram como pauta de governo para Tuga Angerami. São dívidas com o DAE e a mais recente dívida proveniente da construção do Sambódromo, em 1991. Não é possível desenvolver a cidade com déficits tão altos como esses. O prefeito Angerami está com o abacaxi nas mãos. E ainda há aqueles que reclamam fortemente de sua administração. Mas como é que se pode investir, tendo que pagar por dívidas contraídas em outros governos?
A festa dos gastos deveria ser punida, para evitar que políticos façam a cidade crescer, sem pagar suas contas. Se não assim fica fácil ser Juscelino Kubitschek com dívidas de Paulo Maluf. A população precisa estar atenta para analisar o que está sendo investido e de onde está saindo o dinheiro. Assim, o desenvolvimento se dará de forma sustentável e contínua.
Aelton Aquino - estudante de jornalismo da Unesp