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Campeonato Brasileiro: De ‘zaga nova’, líder São Paulo pega Paraná

Por Da Redação | Com Folhapress e AE
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - O líder São Paulo recebe hoje o Paraná, às 18h10, no Morumbi, com um novo trio de zagueiros dentro de campo. Sem Alex Silva, suspenso por ter recebido o terceiro amarelo, André Dias volta a ter uma chance no time titular.

E terá pela frente uma tarefa complicada: barrar o atacante paranista Josiel, artilheiro do Nacional até o momento, com 15 gols. “Ele é rápido e habilidoso, com um estilo bem diferente do Aloísio, por exemplo, que tem mais força”, comparou o zagueiro, que formará a defesa com Breno e Miranda.

O São Paulo não sofre gol há sete partidas. A última vez que o goleiro Rogério Ceni buscou uma bola no fundo das redes foi na 15ª rodada, no já distante dia 2 de agosto, durante a vitória por 3 a 1 sobre o Juventude. Assim, a média de 0,318 gol sofrido por jogo é a melhor da história do Brasileiro.

A concorrência por um lugar no sistema defensivo, aliás, é encarada como uma corrida por André Dias, que, por enquanto, coloca-se em desvantagem em relação aos colegas. “No momento, o Alex (Silva) é o melhor, tanto que está na Seleção. O Breno é jovem e apontaria como o destaque, e o Miranda marca bem, passa segurança. E eu estou correndo por fora”, brincou André Dias.

Mesmo quando a zaga considerada titular tem uma alteração, o São Paulo não tem sentido os efeitos das trocas. “Não tem segredo. Esse time deu liga, e agora é só treinar”, disse o treinador Muricy. Outro fator apontado como favorável ao “jejum” de gols sofridos é a aplicação dos jogadores de frente na marcação. “Os atacantes também marcam a saída de bola. Além disso e da qualidade, tem o treinamento e a filosofia de jogo”, concluiu o técnico são-paulino.

Hoje, o São Paulo deverá usar uma de suas maiores virtudes: a paciência. “Nós sabemos que, uma hora ou outra, vamos fazer gol”, afirmou Muricy. “Nosso time aprendeu a valorizar a posse de bola e esfriar os ânimos do adversário. Foi assim que saiu o gol da vitória contra o Palmeiras (1 a 0).”

O único fundamento a ser melhorado, segundo o técnico são-paulino, era o passe. Mas, mesmo isso, já foi consertado. “Nosso time é muito rápido, e a velocidade tira a precisão”, explicou Muricy. “Agora estamos passando melhor, com mais precisão.”

Arrancada

Líder disparado da competição - tem 47 pontos, contra 39 do segundo colocado Cruzeiro -, o São Paulo tenta ampliar para sete o número de jogos sem derrota. O último revés foi exatamente no Morumbi, por 1 a 0, contra o Fluminense, no dia 18 de julho.

Foi naquele momento, de acordo com Muricy, que o time arrancou na competição. “Nosso time já estava organizado, maduro, mas fomos surpreendidos”, lembrou o treinador. “No jogo seguinte, eu tinha certeza de que ganharíamos do Cruzeiro (2 a 1). E, depois, não perdemos mais.”

De lá para cá, o São Paulo atropelou Sport, América-RN, Juventude, Grêmio, Botafogo, Atlético-PR, Náutico e Palmeiras. O único “tropeço” foi contra o Goiás, em Goiânia: empate por 0 a 0.

No meio do caminho, o clube do Morumbi ainda conseguiu se classificar para a fase seguinte da Copa Sul-Americana, com dois empates diante do Figueirense. “Esse elenco está acostumado a jogar junto, sabe o que o técnico pensa e acredita no que está fazendo”, disse Muricy. “Por isso, os resultados estão saindo.”

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