Bogotá - A reunião bilateral entre os presidentes da Colômbia, Álvaro Uribe, e da Venezuela, Hugo Chávez, ontem, em Bogotá, é apenas o início de uma longa negociação que pode colocar fim a cinco anos de seqüestro de 45 reféns da guerrilha colombiana.
Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, a proximidade de Chávez com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) ajuda a pressionar a guerrilha a ceder em uma troca de prisioneiros, para a qual 500 guerrilheiros presos seriam libertados.
Mas não é para já. Até agora, os dois presidentes não haviam feito nenhum comunicado, mas sobraram abraços e mostras de companheirismo entre os dois.
Chávez teria prometido voltar à Comunidade Andina e receberia representantes das Farc em Caracas.
“Venho com minha fé e meu otimismo para contribuir com a busca da paz para todos”, disse Chávez ao chegar.
O encontro aconteceu em uma fazenda que serve de retiro para os presidentes colombianos. A Hatogrande foi casa de Simón Bolívar, herói da independência hispano-americana e ídolo de Chávez.