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Campeonato Brasileiro: Escola baiana defende as redes de santistas e corintianos no clássico

Folhapress
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São Paulo- Se o Pacaembu comemorar pelo menos um gol, seja a favor de Corinthians ou Santos, a reação de quem tiver que buscar a bola na rede será a mesma: explosão de raiva e bronca em quem permitiu que o lance fosse concluído. Fábio Costa, com a camisa 1 do Santos, e Felipe, com o distintivo do Corinthians no peito, representam a mesma escola de goleiros, a baiana -mais especificamente do Vitória.

Sucessores de Dida no clube baiano e também no Corinthians, os dois goleiros fazem jus em seus clubes à expectativa criada sobre eles quando entram em campo. Fábio Costa personifica na meta a gana de querer vencer que, às vezes, extrapola em confusões fora de campo até com torcedores. Mesmo com passagem pelo rival, é ídolo na Vila Belmiro -já atuou 255 vezes pelo Santos. Felipe também já sofreu com problemas externos ao campo, como a discussão no início da carreira com o então presidente do Vitória Paulo Carneiro. E, aos 22 anos, mostrou-se capaz de repetir Fábio Costa e preencher a lacuna no gol corintiano.

Com grandes defesas, seguidas de gritos enfurecidos aos companheiros por erros na marcação, Felipe já chegou até a ser capitão. O jeito explosivo e as agruras ajudaram Fábio e Costa Felipe a desenvolver uma amizade, ainda nos tempos em que o primeiro era profissional e o outro, júnior no Vitória. Mas agendas cheias e a distância entre Santos e São Paulo têm impedido os goleiros de conviver intensamente.

Desde o clássico no primeiro turno não se falam. Isso não impede que Fábio Costa aconselhe o companheiro menos experiente. “O Felipe tem tudo para se dar bem no Corinthians. Só é preciso ter maturidade para passar por momentos ruins, como o que ele está passando lá agora”, diz o santista, em relação à má campanha corintiana no Brasileiro.

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