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Campeonato Brasileiro: Duelo testa a ‘vocação de jóqueis’

Folhapress
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São Paulo- Se o Pacaembu fosse um hipódromo na tarde de hoje o Corinthians poderia ser chamado de “cavalo paraguaio”’, aquele que larga bem e fica para trás ao longo do páreo. E o Santos, de “cavalo de chegada”. Assim podem ser definidas as campanhas dos dois times no Brasileiro. O clube do Parque São Jorge, que inicia a rodada beirando a zona de rebaixamento do Nacional (27 pontos), mostrou uma arrancada fulminante no início do torneio.

Até a sétima rodada, figurava entre os três primeiros, era uma das sensações do campeonato, até candidato ao título. Mas a turbulência política, o afastamento do presidente Alberto Dualib, as mudanças na direção do departamento de futebol, culminadas depois com a venda do talentoso meia Willian, seu principal jogador, fizeram o time perder o fôlego.

Da oitava rodada em diante, a equipe despencou e, após a nona jornada, jamais voltou a figurar entre as dez melhores. Nesse período, ficou dez jogos sem vencer, e sua defesa, eficiente no começo do campeonato, virou motivo de dor de cabeça. Como efeito da queda acentuada, o treinador Paulo César Carpegiani foi demitido depois dos 3 a 0 para o Cruzeiro, no sábado retrasado. Na quarta, levou de 5 a 2 do Atlético-MG e, após o jogo de hoje, já dá adeus ao cargo. Segundo a diretoria, Tite é o mais cotado para assumir.

Enquanto o Corinthians pena, o Santos sobe. O time, que começou cambaleante, é o atual quinto colocado -sua melhor posição neste Nacional. Atordoado com a eliminação na Libertadores e com saída do meia Zé Roberto, o time amargou as últimas colocações até a décima rodada. Depois oscilou em posições intermediárias, o que levou o técnico Vanderlei Luxemburgo a dizer que já não havia mais chance de título.

Aos poucos, porém, o time santista, com os novos reforços do lateral Baiano, do meia Petkovic e do atacante Kléber Pereira, foi subindo. E Luxemburgo, o maior vencedor de Brasileiros (cinco conquistas), mudou o discurso. Seus jogadores, idem.

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