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As elites


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Ultimamente ouve-se falar muito de “elite”. Existem diversas elites, pois o significado de elite é “o melhor entre muitos”. Platão pregava que o Estado devia ser administrado pela elite intelectual, os competentes, aqueles capazes de contribuir para o bem de todos, governo de sabedoria, de honestidade, de homens e mulheres comprometidos com a verdade, com a dignidade de cada ser, defensores do bem comum. Esta é a elite branca, transparente, honesta, trabalhadora composta de pessoas de todas as raças ou graus de pigmentação de sua pele, pessoas que enfrentam longos períodos de trabalho exaustivo e pagam entre os mais altos impostos do mundo sem jamais ver benefícios verdadeiros para a nação.

Existe, entre muitas outras, a elite parda composta do supra-sumo dos mensaleiros, corruptos, mentirosos, ignorantes cujo lema principal é “eu não sei de nada”. Essa elite se camufla nos labirintos da demagogia, da hipocrisia, falta de ética e com muita má fé. Essa elite parda tem o controle econômico do País em suas mãos, são sócios do Banco do Brasil e através de seus cartões corporativos fazem operações plásticas tentando esconder a feiúra física, sem contudo compreender que a maior feiúra é a feiúra interna, a feiúra da cobiça, da corrupção, da luxúria, do desprezo pela decência. São pessoas que confundem o bem social com os benefícios pessoais obtidos sem escrúpulo através de maracutaias, quando um de seus filhos enriquece ilicitamente este é comparado a algum super atleta quando na realidade não passa de mais um parasita sugando do sangue da nação.

A elite parda segue os preceitos de Mephistopheles encarnado num certo Zé Dirceu, em cujas falanges habitam os Quércias, os Jader Barbalhos, os Malufs, os Newton Cardozos, os Marcos Valérios, as Martas Messalinas, os Renan Calheiros, os Delúbios, os Duda Mendonças, os Gushikens. Eles perambulam pelos mesmos esgotos, compartilham do mesmo prostíbulo de Brasília, dirigido pelo Palocci, viajam pelo mesmo trem da alegria e alimentam o mesmo buraco negro com os bilhões subtraídos do tesouro nacional que acreditam ser de sua propriedade.

Quousque tandem?

O autor, Benedito S. Guedes de Azevedo, é professor e colaborador de Opinião

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