Parlamentares que integram a base de sustentação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateram as críticas do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, à CPMF e defenderam a prorrogação do imposto até 2011.
Para eles, a arrecadação com o tributo é fundamental para investimentos na áreas de Saúde e social. “Acho que tem que haver um debate amplo para discutir o fim progressivo da CPMF, mas não podemos nos esquecer de que o governo tem compromissos fiscais com essa receita. Se você acabar com a CPMF, pode piorar ainda mais a crise no setor de Saúde do País”, disse o deputado federal Fernando Ferro (PT-PE).
Segundo ele, a campanha da Fiesp é demagógica e irresponsável. “O presidente da Fiesp está jogando para a platéia. É uma campanha demagógica já que ele defende uma parcela da elite que paga menos imposto neste País e está usando a população mais pobre para fazer essa campanha. Por que a Fiesp não faz uma campanha forte também pela reforma tributária? Essa sim é que deveria ser a luta da entidade”, disse o deputado petista, que também reagiu ao boicote nas urnas pregado pela Fiesp.
“O Paulo Skaf deveria começar esse boicote por quem criou a CPMF em 1996, que foi o PSDB. Por que na época ele e a Fiesp não fizeram uma campanha maciça contra o imposto? Então, como eu disse, ele está adotando uma atitude irresponsável e demagógica.” A opinião é compartilhada pelo deputado federal Cândido Vaccarreza (PT-SP).
“Todo mundo tem direito democrático de fazer a campanha que quiser, mas considero essa campanha da Fiesp e esse boicote que eles estão pregando contra quem votar a favor da CPMF uma injustiça com o País. O Paulo Skaf sabe que a indústria nunca esteve tão bem como agora no governo Lula. Ele está é querendo fazer política e, portanto, sugiro que se filie a algum partido”, disse Vaccarezza.
Reforma
“A CPMF ajuda na Educação, na Saúde e nos projetos sociais e acredito que ela é importante neste momento. Acho que depois podemos rediscutir seu rebaixamento gradativo até que fique uma taxa mínima só de fiscalização”, completou o deputado paulista.
Segundo ele, o governo Lula está empenhado em fazer a reforma tributária para acabar com as atuais injustiças. “Até 2009, pretendemos fazer a reforma tributária, que é importantíssima para o País.”