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Partido aprova criação de código de ética para guiar conduta de filiados

Folhapress
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São Paulo - Um dia após o presidente Lula ter pedido aos militantes do PT que defendam os acusados no escândalo do mensalão, o partido aprovou ontem a criação de um código de ética para guiar a conduta de seus filiados. Mas ele só começará a ser preparado após a eleição da nova direção do PT, em dezembro, e sua elaboração está prevista para durar seis meses.

Porém, a proposta de implantação de uma corregedoria - que investigaria denúncias contra petistas -, foi adiada para ser debatida somente em 2009. A resolução que propunha sua criação nem chegou a ser apreciada pelo Congresso do PT. Para o presidente do partido, Ricardo Berzoini, não haverá prejuízo na decisão de adiamento.

Desde o escândalo do mensalão, em 2005, apenas o ex-tesoureiro Delúbio Soares foi punido com a expulsão. O ministro da Justiça, Tarso Genro, cuja ala interna foi a idealizadora do código de ética, comemorou a criação.

A proposta da criação do código acabou sendo encampada também por líderes da corrente dominante, como o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social). “Um código de ética há muito tempo era necessário para servir como parâmetro para o comportamento dos dirigentes do partido.” Berzoini avalia que o encontro encerrado ontem não alterará a maneira como o PT vem tratando o tema do mensalão.

José Dirceu considera desnecessária uma corregedoria. “O partido tem uma ouvidoria e terá um código de ética. Acredito que é o bastante para fazer seu autocontrole”, disse. O ex-ministro iniciará ainda neste ano uma campanha pelo País em busca de apoio por sua absolvição no processo do mensalão. “Eu vou percorrer de novo o Brasil. Não vou deixar de me defender. Agora, eu vou fazer uma mobilização popular, social, na minha defesa (para) quando o Supremo me julgar.“ Dirceu também comentou o pedido de Lula pela defesa dos acusados. “Eu sempre tive apoio do presidente Lula, mas sempre disse que ele tem que governar o Brasil e já tem problemas demais para resolver. Não é função dele, muito menos obrigação, nos defender.”

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