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Delegado que investigava caça-níqueis é baleado

Folhapress
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Rio - O delegado-adjunto Alexandre Neto, da Divisão Anti-Seqüestro (DAS) do Rio, foi baleado ontem à tarde em frente a casa onde mora em Copacabana, na zona sul. Neto elaborou um dossiê apontando a ligação entre policiais e os controladores de caça-níqueis no Rio e foi apontado numa ligação pela policial licenciada e deputada federal Marina Maggessi (PPS-RJ) como o responsável pelo vazamento de informações sobre as investigações da Polícia Federal em relação ao grupo de policiais envolvidos com a máfia dos jogos.

Na escuta telefônica feita pela Polícia Federal divulgada em abril deste ano, a deputada sugeria que um Neto deveria ser alvo de “um monte de tiros nos cornos”. Na época, Maggessi disse que nunca mataria o delegado, mas tinha tido “vontade”.

Neto foi atingido por pelo menos quatro tiros no braço e na mão direita. Ele foi levado por um amigo para o hospital Copa D’Or, onde chegou consciente, e transferido para o hospital Quinta D’Or, onde foi operado na mão, o ferimento mais grave. O estado de saúde dele é estável.

Neto parava o Gol branco, uma viatura descaracterizada da Polícia Civil, em frente ao bar, embaixo do prédio onde mora. Ninguém que estava no local quis comentar sobre o crime.

O carro com marca de oito tiros foi periciado no local e levado para a DAS para uma perícia mais completa. Testemunhas serão chamadas à 13.ª DP, onde o caso está sendo investigado. A delegada Karina Barros não quis comentar as investigações.

O crime aconteceu um dia após o titular da delegacia especializada, Fernando Moraes, ser atingido por um tiro no peito quando participava de uma operação de resgate de um empresário seqüestrado na Baixada Fluminense.

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