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Campeonato Brasileiro: Palmeiras faz protesto formal contra arbitragem

Por Da Redação | Com Folhapress e AE
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - O Palmeiras quer dar um “basta” aos erros da arbitragem. Ontem, o vice-presidente de futebol do clube, Gilberto Cipullo, enviou um protesto formal à Federação Paulista de Futebol (FPF) criticando o árbitro Wilson Souza de Mendonça e o auxiliar Carlos Augusto Nogueira Júnior. Espera agora que o documento seja encaminhado à Comissão de Arbitragem da CBF e que os dois nunca mais trabalhem nas partidas palmeirenses.

A reclamação é quanto aos últimos dois jogos do Palmeiras no Campeonato Brasileiro. Contra o São Paulo, na semana passada, o auxiliar Carlos Augusto Nogueira Júnior anotou um impedimento de Max, o gol foi anulado e o Palmeiras perdeu por 1 a 0.

Anteontem, Pierre foi expulso e um pênalti (Alecsandro colocou a mão na bola) não foi anotado a favor do Palmeiras. Resultado: goleada de 5 a 0 para o Cruzeiro, no Mineirão, e o fim do sonho do título brasileiro - os palmeirenses estão 14 pontos atrás do líder São Paulo.

Logo após a derrota de anteontem, o gerente de futebol do Palmeiras, Toninho Cecílio, não perdoou os erros de Wilson Souza de Mendonça. Ontem, ele voltou a criticar o árbitro. “Estamos indignados!”

A reclamação, no entanto, não veio apenas do lado palmeirense. De acordo com Wilson Souza de Mendonça, Toninho o xingou durante o intervalo do jogo de anteontem. Está na súmula da partida: “(.. ) Fomos surpreendidos por uma tentativa de invasão ao referido vestiário, por parte de um dirigente da equipe do Palmeiras que aos gritos dizia: ‘Você é um ladrão, (...), seu safado, você não vale nada.’”

Toninho se defende e garante que é tudo invenção do árbitro. “Quero ver ele fazer essa acusação na minha frente”, falou o dirigente palmeirense.

Essa não foi a primeira crítica palmeirense contra Wilson Souza de Mendonça. “Já faz uns cinco jogos que ele não apita bem contra nós”, afirmou Genaro Marino, diretor de futebol do clube.

O técnico Caio Júnior segue o discurso dos cartolas e pega pesado contra Wilson Souza de Mendonça. “Não quero falar da arbitragem, mas vou falar da pessoa que apitou esse jogo. É duro ter que conviver com pessoas arrogantes, que inibe, debocha e ironiza os jogadores”, criticou o treinador do Palmeiras. “É inadmissível uma pessoa que tem o poder de ser prepotente.”

Ainda ontem, o Palmeiras enviou uma queixa ao STJD contra o goleiro reserva Bosco, do São Paulo, que simulou ter sido atingido por uma pilha no clássico da semana passada, no Palestra Itália.

Mendonça responde

Alçado à condição de culpado pelos 5 a 0 que o Palmeiras levou do Cruzeiro ontem, o árbitro Wilson de Souza Mendonça condenou, em entrevista à reportagem, a atitude do diretor de futebol Toninho Cecílio, que ficou chutando, esmurrando e gritando ofensas a ele na porta do vestiário dos árbitros após a partida no Mineirão.

“É muito mais fácil transferir a responsabilidade do que assumir a falta de competência”, afirmou Mendonça que relatou na súmula do jogo o comportamento truculento do dirigente palmeirense. Mendonça usou de ironia para falar do dirigente e comentou que só não abriu a porta porque foi impedido. “Essas coisas (pressão sobre juízes) não têm mais espaço no futebol de hoje. Na Europa não tem isso. É coisa de pessoa despreparada. Eu só não abri a porta do vestiário porque o delegado do jogo (Lincoln Afonso Bicalho) não deixou. Queria falar com ele. Não tenho medo de ninguém”, disse o juiz que, ao ser questionado se o encontro poderia chegar às vias de fato, foi evasivo. “Não sei.”

Sobre o desafio lançado por Cecílio de ele não pisar mais no Parque Antártica, o juiz minimizou o fato. “Se a Comissão Nacional de Arbitragem me escalar, eu vou sem problemas.”

O lance mais polêmico da partida - a expulsão do volante Pierre - foi analisado por Mendonça, que diz ter acertado na jogada. “O carrinho por trás dele foi temerário. Já tinha amarelo e apliquei o segundo. Cumpri a regra e não temo qualquer tipo de punição”, completou.

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