Esportes

Tênis

Por Texto - Gabriel Pelosi | Consultor - Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 5 min

Circuito Brasileiro

Os bauruenses Diógenes Neto e Pedro Vieira Scocuglia (NB Sports/Colégio Fênix) estão em Brasília, onde a partir de amanhã iniciam a disputa da quarta etapa do circuito Credicard Mastercard Junior, categoria 15/16 anos, que será disputado no Clube do Congresso. Diógenes terá pela frente o paulista Thomas Takemoto e, caso vença, jogará contra o amigo e conterrâneo Pedro, que saiu adiantado na chave. Esses dois, mais Rodolfo Bustamante, Guilherme Destefani e Isadora Busch, são os bauruenses que têm se destacado em torneios nacionais. O campeão geral do circuito ganhará uma semana de treinamentos na famosa academia Sanches-Casal na Espanha. Após as três primeiras etapas, Pedro lidera em sua categoria. Aliás, Pedro vem sendo convidado por academias de São Paulo para treinar como bolsista, mas até agora tem preferido ficar em Bauru junto da família (onde pode treinar e levar os estudos a sério), atitude que dá crédito ao trabalho dos treinadores bauruenses.

Perto do Top 10

Resultado sensacional da dupla brasileira Marcelo Melo e André Sá. Eles venceram no anteontem, em jogo de oitavas de final do US Open, nada menos do que a dupla número três do mundo formada pelo sueco Jonas Bjorkman e o bielorusso Max Mirny. Depois dessa vitória, não resta dúvida de que eles estão em um patamar acima da “surpresa”, já são realidade. Com certeza, é um resultado que enche de esperança o tênis brasileiro, o qual, nesta temporada, está deixando a desejar (em simples). Nas quartas-de-final, eles enfrentarão Paul Hanley (Austrália) e Kevin Ullyet (Zimbaue). Será um jogo difícil pois os adversários vêm mordidos da derrota para os brasileiros, na segunda rodada de Wimbledon por 28/26, no quinto set, em um jogo de seis horas de duração. O resultado de anteontem levou a dupla brasileira para a posição de 12ª melhor dupla do mundo na temporada. Cássio Motta e Carlos Kirmayr chegaram ser a quarta melhor dupla do mundo na década de 80.

Um ano

No último sábado fez um ano que André Agassi se despediu das quadras, ao perder em quatro sets para Benjamin Becker, em partida da terceira rodada do US Open. Uma pena, pois Agassi sempre trazia todo seu talento e carisma para quadra. Ele vinha sofrendo com problemas físicos, proveniente dos jogos e treinos e também pela idade. Em recente entrevista, foi perguntado sobre como foi acordar na manhã de seu último jogo. “Quando acordei, não me preocupei como me sentia fisicamente e isso foi uma ótima sensação. Eu estava com dor, mas não me importava, foi estranho não ter que me preocupar com meu corpo. As dores que eu sentia naquele momento costumava ter conseqüências caso precisasse jogar”. Por falar em despedidas ou aposentadorias, o US Open parece que vai se especializando nisso. Na sexta-feira passada, o britânico Tim Hennan disputou sua última partida na carreira em torneios da ATP e se aposenta de vez no confronto contra a Croácia pela Copa Davis no final do próximo mês no complexo de Wimbledon.

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Dica

Se você que tem TV a cabo, com certeza está assistindo aos jogos do US Open, transmitidos pelo Sportv e ESPN. Atualmente, com transmissões de altas definições, tomadas de vários ângulos, vídeo tape das melhores jogadas em câmera lenta, assistir ao tênis pela TV, tornou-se muito agradável. Procure, ao assistir aos jogos, também melhorar seu jogo. Algumas dicas: Por alguns momentos esqueça a bola. Lógico, quando assistimos, acompanhamos o tempo todo a viagem da bola de um lado a outro. Isso nos deixa distraídos e não nos damos conta de fatores interessantes. que compõe um jogador bem sucedido. Gaste um ‘game’ ou dois apenas observando um jogador. Repare como ele prepara o golpe, se pega a bola sempre na frente. Observe sua movimentação de pernas. Quem não entende muito, tem a impressão de que a bola quase sempre vai perto do jogador, quando na verdade eles correm e muito, mas com antecipação. Note se quando está ganhando ele arrisca mais ou , se está perdendo, qual é sua postura. Repare que os “Top 10” do mundo não costumam ‘tremer’ nos pontos importantes. Talvez esta seja a grande diferença do autêntico campeão dos demais. Mesmo em desvantagem no placar, o campeão arrisca. Quanto ao outro, se está vencendo um jogador “Top”, deixa de jogar ofensivamente, achando que assim garantirá a vitória. Puro engano. Depois de apenas assistir, vá para quadra e tente imitá-los. Boa sorte!

Curiosidade 1

Alguns tenistas batem os pés durante o intervalo entre os games, outros olham para o público, arrumam suas garrafas, outros fecham os olhos. Serena Willians gosta de ler. Mas quando a norte-americana tirou um livrinho rosa da bolsa, durante sua partida na última sexta-feira no US Open, o juiz do jogo mandou a tenista guardá-lo. “Ele me disse que eu não podia usar minhas anotações. Eu respondi a ele que eu não sou Harry Potter e meu pai não me passa bilhetes mágicos”, disse Serena. O árbitro geral do torneio se manifestou após as declarações de Serena: “Tenistas podem ler o que quiserem na pausa entre os games, desde que eles não tenham recebido de outra pessoa. Se um pegador de bola entregar um bilhete a um tenista, isso será considerado comunicação com o treinador, o que é proibido. Nada impede que leiam coisas que já tenham trazido para quadra”. A tenista Ahsha Rolle (EUA) costuma ler partes da Bíblia em suas partidas.

Curiosidade 2

Depois que os torneios passaram a ter premiação em dinheiro em 1968, os maiores vencedores do US Open foram: Jimmy Connors e Pete Sampras, com cinco títulos cada um. Entre as mulheres, Cris Evert domina com seis títulos. A brasileira Maria Esther Bueno faz parte da história do torneio tendo vencido quatro vezes (59, 63, 64 e 66).

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