Bagdá - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, desembarcou na base aérea de Anbar, a oeste de Bagdá, para uma visita-surpresa ontem ao Iraque. É a terceira vez que o líder americano visita o país desde o início da invasão ao país árabe, em 2003.
George W. Bush admitiu que poderá reduzir o atual contingente dos EUA do Iraque - de cerca de 150 mil soldados.
A visita ao Iraque tinha como objetivo oficial colocar Bush em reunião com o comandante americano das tropas no país árabe, general David Petraeus, e o embaixador dos EUA no Iraque, Ryan Crocker.
Bush, que não deixou as dependências da base militar de Al Asad, recebeu também líderes tribais árabes sunitas, grupo étnico-religioso que domina a Província de Anbar, e o premiê iraquiano, Nouri al Maliki.
Embora assessores da Casa Branca tenham negado que o objetivo da visita fosse “publicitário”, o fato é que o general Petraeus e o embaixador Crocker falam no próximo dia 11 ao Congresso dos EUA sobre os progressos políticos e de segurança no Iraque, e um relatório da Casa Branca sobre o mesmo assunto será apresentado aos parlamentares no dia 15.
Em vista disso, e também de olho nas eleições do ano que vem, figuras de peso do oposicionista Partido Democrata têm atacado justamente a falta de progressos no país do Oriente Médio.
Além das reiteradas tentativas de forçar Bush a estabelecer um cronograma para a retirada das tropas americanas do Iraque, os democratas têm mais recentemente atacado o premiê iraquiano, o xiita Nouri al Maliki, por não conseguir fazer caminhar um acordo de união nacional no país.
Ainda ontem, Bush, deixou o Iraque após a visita surpresa e rumou para Sydney, na Austrália.