Bogotá - O Exército colombiano anunciou ontem que matou em uma operação no último sábado Tomás Medina Caracas, um dos mais importantes líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e suposto responsável pelo tráfico de cocaína da guerrilha.
Mais conhecido como Negro Acacio, Medina tinha a extradição pedida pelos Estados Unidos e era acusado de parceria com o traficante brasileiro Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, no envio de drogas a São Paulo e ao Rio de Janeiro.
O ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, afirmou que Negro Acacio morreu com outros 14 guerrilheiros no departamento de Guainía (na fronteira com o Brasil), em uma operação com participação do Exército, da Força Aérea e da Armada (Marinha de guerra) colombiana.
Conexão com Brasil
Dados de inteligência militar da Colômbia indicam que Acacio controlava uma rede de comunicações que permitia às Farc levar drogas da Venezuela até o Peru, passando por Brasil e Equador. Ele teria negociado drogas e armas com Fernandinho Beira-Mar, preso na Colômbia em 2001.
Em 2005, Beira-Mar foi condenado à revelia na Colômbia a 18 anos de prisão por tráfico de drogas em associação com grupos guerrilheiros. Segundo cultivadores de coca, Beira-Mar tinha constantes encontros com Negro Acacio.
Atualmente, o traficante brasileiro está preso na Penitenciária Federal de Campo Grande.