Tribuna do Leitor

Caos total: só o legislativo?


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A sustentação política do presidente Lula está sendo acusada pelo STJ de corrupção e crimes correlatos, e Lula diz que ele já foi “julgado” nas urnas. Somos idiotas? Somos, porque ele tem o apoio dos mais pobres e menos escolarizados, que, segundo pesquisas, são mais permissivos quanto ao item corrupção e roubalheira pública.

E o promotor estadual Thales Ferri Schoedl, réu confesso de assassinato, que matou uma pessoa e feriu outra com doze tiros? O MP concedeu-lhe “férias” e a permanência no cargo, com salário mantido de 10,5 mil reais por mês, o chamado “vitaliciamento”, mesmo se ele for condenado. Deve-se denunciar esses absurdos corporativistas do Judiciário, como diz Márcio Miranda em seu programa, jornalista-locutor da Rádio Auriverde. Tem ele razão: jovens com vinte e poucos anos passam em concurso público, com altos salários, sem nenhuma experiência de vida, a maioria vinda de classes altas, e vão decidir assuntos importantes e julgar a vida das pessoas. E agora nem o exame da Ordem querem mais prestar. Vivem numa ilha da fantasia.

Também os delegados, de polícia e sindical, Marcos Antonio Gama e Márcio Alexandre da Cunha, em corajosa carta ao JC, 30/08/07, indignam-se com os salários exorbitantes de promotores, procuradores, agentes do MP e funcionários burocratas do Judiciário, que variam de 12 a 22 mil reais, podendo chegar a 55 mil. Trabalham pouco, em semanas reduzidas, e ganham muito (assim como deputados e senadores), mas o agravante, como afirmam os missivistas, é essas carreiras receberem quantias injustas para uma nação tão pobre e carente.

Por isso tudo, não concordamos que a mata nativa seja destruída para abrigar a nova sede do Judiciário e da Câmara. O prédio da antiga estação da Noroeste é mais adequado para receber o Fórum - seria só reformá-lo - e o centro seria revigorado com essa medida. Falando nisso, pensem antes de votar em vereadores que não se preocupam com a preservação ambiental, como Marcelo Borges, que é o articulador da imensa área de mata nativa para essas sedes; o Batata, que emperra a regulamentação de veículos de tração animal; e Toninho Garmes, que chama de “ecochatos” aqueles que lutam pelo desenvolvimento equilibrado e sustentável da cidade.

Apoiamos o Movimento pela Preservação da Floresta Urbana Água Comprida e lamentamos a proposta de Garmes que transforma a av. C. José da S. Martha em corredor comercial, porque aquelas belíssimas árvores, que já estão sendo cortadas, serão drasticamente derrubadas por comerciantes e construtores oportunistas.

Kátia Fernandes B. Castilho - RG 33.350.201

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