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Campeonato Brasileiro: São Paulo jogará sem reservas para zaga

Por Da Redação | Com Folhapress e AE
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - O estiramento na coxa direita de Alex Silva, sentido durante o jogo contra o Atlético-MG, em Minas, deixa o São Paulo sem opção na defesa para a partida de amanhã, diante do Vasco, em São Januário. “Ele vai ficar em tratamento por no mínimo duas semanas”, disse o médico José Sanchez, que informou a gravidade da lesão ao colega responsável pela Seleção, José Luiz Runco. Alex Silva havia sido convocado por Dunga.

Apenas Breno, André Dias e Miranda estarão à disposição do treinador Muricy Ramalho. A outra opção é o recuo do versátil Richarlyson, que está como volante no time, com a entrada de Zé Luís ou de Fernando na proteção.

Rogério Ceni

O pênalti defendido por Rogério Ceni no finzinho da partida contra o Atlético Mineiro, anteontem, no Mineirão, deixou o camisa 1 do São Paulo ainda mais perto de bater outro recorde na carreira: o de goleiro que ficou mais tempo sem levar gols na história do Campeonato Brasileiro. A marca, que já perdura por 29 anos, pertence a Jairo, ex-Corinthians, que passou 1.132 minutos sem ter que buscar a bola dentro do próprio gol.

Com o empate sem gols em Minas Gerais, que ajudou o líder do Brasileiro a ampliar para nove pontos sua vantagem sobre o Cruzeiro, Rogério Ceni e o São Paulo não sabem o que é sofrer gol há oito jogos - ou mais de um mês, 808 minutos. A última equipe a conseguir tal feito foi o Juventude, logo aos dois minutos, na derrota sofrida por 3 a 1, no dia 2 de agosto. Desde então, Ceni foi vazado apenas na Copa Sul-Americana.

Assim, o capitão são-paulino, que já carrega o título de maior goleiro-artilheiro da história - são 76 gols (45 de falta e 31 de pênalti) - vai ficando cada vez mais pertinho da marca de Jairo. Agora, restam “apenas” 324 minutos - três jogos e meio - e superar outros dois concorrentes na lista dos menos vazados: Acácio, no Vasco de 1988 (915 minutos), Leão, no Palmeiras de 1973 (1.057 minutos) e, claro, Jairo.

Antes do confronto com os mineiros, o são-paulino Ceni era apenas o nono da história. Durante o jogo, ele ultrapassou Marolla, pelo Atlético-PR (739 minutos, em 1986), Paulo César, pelo Sport (756, em 1985), Renan, pelo Inter (770, em 2006), João Leite, pelo Atlético-MG (773, em 1978) e Neneca, pelo Guarani (778, também em 1978).

“Não existe goleiro que não toma gol se não tiver uma boa defesa, um bom sistema defensivo a sua frente. Então, o mérito é todo dividido e isso não é falsa modéstia”, garante Ceni, especialista em derrubar recordes pelo São Paulo - é o jogador com maior número de partidas com a camisa tricolor. “Cada um tem suas obrigações e cada um colhe suas glórias. Esse é o sistema que a gente trabalha, o sistema que encontramos para tentar fazer um time vencedor”, emenda.

No entanto, o maior adversário do goleiro são-paulino nesse desafio é a seqüência de jogos do São Paulo. Como gosta de falar o técnico Muricy Ramalho, o líder só tem “pedreira” nas próximas rodadas. A começar por sábado, contra o Vasco, no Rio. Se ficar mais 90 minutos sem sofrer gol, Rogério Ceni ainda terá que passar por Santos e Figueirense, no Morumbi, e mais alguns minutos frente ao Internacional, em Porto Alegre, para só então comemorar a nova marca.

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