Bairros

Drogas e educação são principais problemas dos adolescentes de Bauru

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 2 min

Todos os anos, muitos jovens trocam os bancos das escolas pelas ruas. Nela, as atividades, mesmo que momentâneas, são mais sedutoras e o contato com as drogas é inevitável. Somando-se a esses dois fatores o fato dos programas sociais da cidade não conseguirem atender a toda a demanda de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, têm-se uma perspectiva pouco animadora. Para o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, esses são os três pontos mais preocupantes em Bauru.

Apesar de não existirem dados oficiais sobre o consumo de drogas pelos jovens de Bauru, pode ser considerado comum encontrar reportagens relativas a esse fato semanalmente. No quesito educação, a situação não é diferente. Números divulgados pelo Ministério da Educação em fevereiro deste ano mostram queda acentuada do nível educacional de estudantes dos ensinos médio e fundamental matriculados em escolas públicas e particulares. Entre 1995 e 2005, as médias obtidas pelos alunos da rede privada foram 23,4% maior em relação aos do sistema mantido pelos governos.

Segundo a vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Jussara de Araújo Nabuco Canela (que atuou durante quatro meses como presidente e passou ontem o cargo para a comissão que atuará até 2009), existem indicativos de que esses são os maiores problemas que dos jovens de Bauru.

“Um grande problema é a capacidade da rede assistencial de atender adolescentes e jovens em programas complementares ao escolar. Temos uma demanda ainda não atendida (não há estimativas). Na área da saúde o maior problema é o tratamento de adolescentes com dependência de substâncias psicoativas. Já na educação, é a dificuldade de aprendizado. A avaliação que temos dos serviços, detectados em nossas discussões, é de que a criança freqüenta a escola mas o ensino está aquém das suas necessidades”, afirma.

Para tentar melhorar os pontos classificados como prioritários, a antiga gestão traçou metas de ação que serão repassadas à nova direção do órgão (que teve poucas trocas de membros). “A intenção é que continuem os programas de capacitação dos conselheiros e dos agentes sociais, a organização de fóruns de discussão e avaliação das medidas socioeducativas, divulgação dos direitos da criança e do adolescente à sociedade, implementação de campanhas nacionais em nível municipal, além de continuar a realizar pesquisas”, diz Jussara.

Comentários

Comentários