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Repercussão de ataques derruba preço de filhote

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Um filhote de pit bull não saía por menos R$ 300,00. Porém, com a repercussão de ataques na Grande São Paulo, os interessados desapareceram e os criadores tiveram que diminuir o preço dos cachorrinhos. Acostumados com os cães, eles garantem que quem torna o cachorro bravo é o dono.

O representante comercial Cláudio Rodrigues de Campos Filho possui um casal da raça pit bull. É a primeira vez que vende os filhotes e esperava conseguir até R$ 400,00 por animal. “São cachorros puros, sem mistura com outras raças. Todos vacinados e tratados com os melhores remédios”, destaca.

Porém, com a repercussão de ataques seguidos no início do mês, o valor caiu bastante - no final de semana retrasado, um idoso morreu ao ser atacado por um cão da própria família, um menino um ano e seis meses foi atacado pelo pit bull do vizinho e, no terceiro caso, um cão arrebentou uma corrente e atacou uma mulher que passava na rua. Todos os casos foram registrados na região da Grande São Paulo.

O criador destaca que, se tratados com amor, os cachorros são bastante dóceis. “Tinha um gato aqui em casa e ele nunca foi atacado”, conta. “Eu sei que os meus cães são tranqüilos e dóceis”, diz. Ele ressalta que é o dono o responsável pela criação de um cão violento. “Tem pessoas que colocam o cachorro para brigar. Quem quer ver seu cão morrendo? Não dá nem para imaginar”, diz.

Campos Filho conta que ao passear com seus cachorros toma uma série de precauções. “Não ando com ele pelo lado da calçada justamente para não irritar os outros cachorros. Eles são adestrados e andam junto comigo”, declara.

O criador Fábio Andrade Santos também lamenta a queda do valor dos filhotes. “O valor diminuiu bastante. Esperava pedir R$ 400,00, mas caiu para pouco mais de um terço”, calcula. Ele conta que aproveita os finais de semana para levar a sua cachorra para passear e nunca teve problemas. “É o jeito que a pessoa cria o cachorro. Aqui em casa eu também tenho um poodle e uma vira-lata e elas nunca brigaram” , garante. “Esses ataques que têm sido noticiados é de quem cria errado o cachorro”, afirma.

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