Barra Bonita - Falta pouco para a Prefeitura de Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru) concluir as obras do novo aterro sanitário, que custou aos cofres municipais cerca de R$ 700 mil. A obra, que deverá ser inaugurada no próximo mês, está sendo construída na Fazenda Riachuelo, numa área superior a 110 mil metros quadrados. A capacidade de funcionamento está estimada em 20 anos.
Segundo o Marcelo Cavinato, do Departamento de Gestão Ambiental, a conclusão depende apenas da construção da guarita e a instalação das cercas de proteção. “O aterro sanitário está praticamente pronto. Nós só estamos fazendo os acertos finais que é a guarita, para fazer o controle dos descartes lá dentro, e estamos aguardando a liberação de R$ 200 mil da Funasa (Fundação Nacional da Saúde), órgão ligado ao Ministério da Saúde que investe no saneamento básico”, explica.
Cavinato conta que todo o investimento, até agora, foi bancado pelo município. A verba aguardada, de R$ 200 mil, deve ser utilizada para compensar os gastos já realizados e para concluir o restante da obra.
Ao contrário da guarita, cuja as obras são mais simples, o cercamento do aterro, segundo Cavinato, vai exigir um pouco mais de tempo. “Como o local é grande, tem espaço de aproximadamente de 6 mil metros quadrados, a gente tem que cercar toda a área. Então, o volume de cerca é muito grande. A guarita é uma obra simples. A cerca que é uma obra mais custosa e mais extensa”, relata.
Atualmente, os moradores de Barra Bonita produzem cerca de 20 toneladas por dia de lixo. Ao mesmo tempo, o município recicla em torno de um quarto do total de lixo produzido.
Com base nesses números, a estimativa é de o novo aterro tenha vida útil de, pelo menos, 20 anos. “É óbvio que, como hoje nós já reciclamos um quarto do lixo, o nosso objetivo é aumentar cada vez mais a reciclagem, o que significa que aterro poderá durar o dobro de tempo”, comenta.
O canteiro de obras do novo aterro sanitário está em funcionamento desde abril do ano passado. Após concluído, ele vai possibilitar o acúmulo de resíduos sólidos dentro dos padrões mais modernos existentes atualmente, além de representar o fim dos lixões e pontos de descarga. Cerca de 11.210 metros quadrados de manta de polietileno de alta densidade (geomembrana PEAD) foram instalados no aterro, cuja data de inauguração está prevista, inicialmente, para o dia 10 de outubro.
Reciclagem
De acordo com Marcelo Cavinato, do Departamento de Gestão Ambiental, o sucesso da reciclagem do lixo em Barra Bonita é fruto da conscientização das pessoas e do êxito da cooperativa dos coletores de materiais recicláveis de Barra Bonita (Ecobarra), além das empresas particulares que compram material reciclável.
“Existe a empresa Ecobarra - uma cooperativa que tem parceria com a prefeitura. Têm também as empresas particulares que compram das empresas e dos particulares o material reciclável. O que nós pegamos mesmo é o que sobra desse material, porque o pessoal aqui tem esta cultura de muitos anos de recolher latinhas e papelão que são reciclados para revender. Ocorre a ação dos dois lados, tanto da reciclagem que nós fazemos, quanto a que é feita pelas pessoas”, comenta, justificando o fato de um quarto do lixo produzido no município ser reciclado.
A Ecobarra conseguiu, recentemente, um financiamento, através do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), estimado em cerca de R$ 500 mil. “Nossa Ecobarra foi classificada entre 40 cooperativas no Brasil para receber recursos do BNDES, por ser uma cooperativa por excelência”, confirma Cavinato.
A cooperativa conta com cerca de 20 associados, na faixa etária de 18 a 67 anos, que retiram, em média, por mês, salário estimado em R$ 350,00.