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Internet rápida cresce e preço deve parar de cair

Folhapress
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São Paulo - O total de internautas que usam a banda larga - conexão que permite a troca de dados em alta velocidade pela Internet - teve um crescimento de 8% no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano anterior. No total, o país tem 6,54 milhões de assinantes. É o que revela uma pesquisa da Cisco e do IDC.

O estudo, divulgado ontem, revela ainda que, no mesmo período, os preços dos pacotes de banda larga caíram até 30%. “Há planos mensais de até R$ 50,00”, afirma Pedro Ripper, presidente da Cisco do Brasil. “Chegamos ao mínimo possível. A partir de, agora, não teremos grandes quedas.”

O levantamento mostra ainda que o aumento da procura por planos de conexão em banda larga ocorreu mais acentuadamente na faixa de velocidade superior a 1 Mbps, com 25,9% de participação, seguida pelas velocidades entre 128 Kpbs e 256 Kbps, com 13,5%. No período entre abril e junho deste ano os preços nesses segmentos caíram 30,3% e 12,4%, respectivamente, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Nas conexões mais rápidas - acima de 2 Mbps - a redução de preço foi de 4,1%.

A distribuição regional do mercado de banda larga teve poucas alterações no segundo trimestre deste ano. No Brasil, só 3,4% do total da população utiliza banda larga. O Estado de São Paulo - considerado isoladamente da região Sudeste - continua a liderar o consumo, com aproximadamente 40% do total e penetração de 6,2%. Na região Sudeste (excluindo o Estado de São Paulo), esse índice é de 4,2%. No Sul, ele fica em 4,5%, no Centro-Oeste, 3,9%, no Nordeste, 0,7% e no Norte, 2%.

O problema, ainda segundo Ripper, é que faltam políticas públicas específicas. Além da limitação da renda, o serviço não cresce fora do eixo Sul-Sudeste porque não há cobertura. Mesmo assim as previsões são otimistas. Para Ripper, que há seis anos monitora esse mercado no país junto com o IDC, um dos mais respeitados institutos de pesquisa do mercado, o número de assinantes de banda larga deverá chegar a 10 milhões em 2010.

Para ele, em busca de maior produtividade, as pequenas e médias empresas serão o motor da nova fase de expansão.

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