Pesca & Lazer

Comandatuba convida para pesca oceânica

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Os marlins azuis são famosos na Costa do Cacau, na Bahia. Quem quer curtir a pesca oceânica com total segurança e mordomia encontra no Hotel Transamérica Ilha de Comandatuba infra-estrutura completa para o esporte. O resort dispõe de um departamento exclusivo, incluindo monitores especializados em pesca em alto mar.

Os meses mais propícios vão de setembro a abril, por conta da corrente marinha, que fica a apenas 15 ou 20 quilômetros de distância da margem. Período em que a profundidade média atinge 1.000 metros, favorecendo o esporte.

Além do mar, por conta da localização do município de Una, entre o oceano Atlântico e o mangue, os amantes da pesca podem lançar anzóis em água doce no rio do mesmo nome – Una –, que circunda o canal e o mangue.

Os marlins – azuis e brancos – são chamados de peixes de bico ou de alto mar. Batalhadores, constituem um desafio para os pescadores, que travam verdadeiras guerras em alto mar. Como a pesca na Bahia é esportiva e não predatória, depois do recorde batido, os animais são soltos para continuar seu ciclo de vida e reprodução.

O marlin branco vive em grandes profundidades nos mares brasileiros, do sul ao nordeste, subindo à superfície e em determinadas épocas por conta das correntes marinhas para se alimentar. Menor do que seu primo, o marlin azul chega a atingir 160 quilos e passa dos 2 metros de comprimento. Gosta de águas mornas como as da Bahia, do Rio de Janeiro e do Espírito Santo – em torno dos 27 graus – e usa seu longo bico para obter alimentação.

O marlin azul é, sem dúvida, o grande desafio dos pescadores, por conta do tamanho, do peso e da força. Briga muito para ser fisgado e, por isso, seu bailado encanta, com saltos enormes, como se fosse um golfinho em exibição.

Embora prefiram as águas profundas para a “briga”, sobem à superfície para tomar fôlego, favorecendo a captura. Para pescá-lo é essencial incluir na tralha linha adequada, suporte de vara, equipamento especializado, carretinha que suporte no mínimo 500 metros e barco confortável com bancos e três a quatro cadeiras – já que a pesca dura horas.

Estrangeiros

Por ser um esporte caro, a maioria dos pescadores que chegam à Bahia faz parte de grupos europeus e americanos. Não economizam, em euros e dólares, em busca do prazer da pesca oceânica e da possibilidade de fisgar o gigante dos mares, que pode atingir uma tonelada e que nada até 90 quilômetros por hora.

Prazer somente compartilhado por quem já sentiu sua fisgada, em incursões pela Costa do Cacau, que engloba Ilhéus, Canavieiras e Una.

Um acidente geográfico na região – um banco de areia que vai afundando ao longo de 100 quilômetros, 3.000 metros de profundidade –, mas com temperatura da água em torno dos 30 graus centígrados (somente comum ao lado das Ilhas Galápagos e no litoral da Costa Rica), propicia, segundo eles, a concentração de marlins.

Os pescadores crêem que os marlins venham da Índia e da África, atraídos pelo calor das águas brasileiras. Depois da pesca e das fotografias, os peixes – que devem sofrer o mínimo possível – são devolvidos às águas profundas. A pesca oceânica é um esporte para poucos. Seja pela briga incessante com o peixe como pelos custos. Barcos sofisticados custam mais de US$ 1 milhão, limitando a prática a pescadores com renda equivalente a mais de R$ 150 mil ao ano.

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