Lisboa - O treinador da Seleção Portuguesa, o brasileiro Luiz Felipe Scolari, negou ontem que tenha agredido o jogador Dragutinovic no final do encontro com a Sérvia, no empate por 1 a 1, ontem, e afirmou que “não existem dados” que possam levar a Uefa a suspendê-lo no futuro.
“É mentira. Não toquei nem encostei no rapaz, apenas defendi o Quaresma. E para isso tive que abrir os braços. Tentei afastar o sérvio do Quaresma”, disse o treinador. “Foi um lance comum. Bate boca, empurrão e nada mais. Não existem dados que possam me castigar”, continuou.
Mas os sérvios demonstraram irritação e prometem levar o caso para a entidade máxima européia para que o treinador brasileiro sofra uma grave punição. “É incrível como um treinador pode fazer uma estupidez dessa”, disse o presidente da Federação Sérvia, Zvevdan Terzic.
“É um assunto para ser tratado pelo Comitê de Disciplina da UEFA. Vamos ver o que acontece... Foi uma surpresa, mas ele agrediu o nosso jogador”, continuou. O empate de anteontem deixou a situação portuguesa nas Eliminatórias um pouco mais delicada.
O time de Scolari, Cristiano Ronaldo e Deco ocupa a terceira posição em sua chave, com 17 pontos, dois a menos do que a Finlândia, vice-líder, que jogou uma partida a mais. As duas primeiras seleções de cada um dos sete grupos se juntam às anfitriãs Áustria e Suíça na fase final do Campeonato Europeu de seleções.