São Paulo - Na menor cidade da Bahia, Madre de Deus, com apenas 11 quilômetros quadrados, - o equivalente a três Cidades Universitárias da Universidade de São Paulo (USP) -, a pouco mais de 50 quilômetros de Salvador, uma casa chama atenção de quem olha. Com três pavimentos e apenas dois metros de largura, a residência é composta de duas salas, cozinha, três suítes e uma varanda e pertence a Helenita Queiroz Grave Minho, 43 anos, e seu marido, Marco Antonio de Mesquita Minho, 46 anos. Além dos dois, vivem na apertada casa três filhos, a mãe de Helenita, a irmã e um cachorro. O proprietário da residência tenta incluí-la no Livro dos Recordes como a casa mais estreita do mundo.
Tudo começou com um “quartinho de bagunça” que Helenita teve idéia de construir nos fundos da casa para guardar os brinquedos da filha de 8 anos. Depois, Helenita ficou desempregada e resolveu aproveitar um “resto de terreno” para construir outra casa, que, alugada, seria uma fonte de renda.
O marido achou maluquice, mas resolveu contratar um pedreiro, que, desconfiado, disse que nunca daria certo, afirmando que nem uma geladeira caberia na casa. E não coube. Os móveis da família tiveram de ser desmontados para entrar na casa.
Ao fim dos dois anos de obras, os donos ficaram satisfeitos com a residência, que era maior que a antiga. Assim, Helenita resolveu se mudar para a casa estreita e alugar a outra, que hoje rende um aluguel de R$ 700,00 por mês.
A prefeitura da cidade de 12 mil habitantes criou problemas, mas após a apresentação da planta, acabou aceitando o novo ponto turístico da cidade, onde turistas sentam-se em bancos em frente à casa para tirar fotos.
Agora, Helenita e Marco Antonio planejam a construção de um quarto pavimento, na cobertura, aberto para o lazer da família, com churrasqueira.