Nacional

Empresa cortará ponto de funcionários dos Correios que entraram em greve

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Os funcionários dos Correios entraram em greve ontem. De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), a paralisação atinge de 85% a 90% da área operacional da empresa (carteiros, motoristas e pessoal que faz a triagem das correspondências).

Os Correios informaram que estão cortando o ponto dos grevistas, contratando pessoal extra e transferindo funcionários da área administrativa para o setor operacional - medidas que fazem parte de um plano de contingência. A empresa informou ainda que se a proposta salarial não for aceita pelos sindicatos, irá procurar a Justiça trabalhista para iniciar o processo de dissídio (arbitragem do conflito).

De acordo com a empresa, a paralisação é considerada “parcial” e todas as 12.329 agências funcionaram normalmente. Apenas os serviços de encomendas expressas Sedex 10 (no destino até as 10h do dia seguinte) e Sedex Hoje (no destino no mesmo dia) foram suspensos. Ainda de acordo com os Correios, entre terça-feira e ontem foram entregues 3.300 toneladas de encomendas, volume considerado normal.

Os números de funcionários parados divergem. Para a Fentect, dos cerca de 108 mil trabalhadores da área operacional, aproximadamente 70 mil estão parados. Segundo os Correios, os trabalhadores em greve somam cerca de 15 mil, concentrados nas principais capitais do País (São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Brasília e Recife).

A proposta final dos Correios é aumento de R$ 50,00 para todos os empregados a partir de janeiro do ano que vem e reajuste salarial de 3,74%. Além disso, haveria o pagamento de um abono de R$ 400,00 para todos os empregados (metade na assinatura do acordo e metade em janeiro de 2008).

Os trabalhadores pedem reajuste de 4,91%, reposição de perdas de 47% e que não haja perda de direitos sociais adquiridos. Eles reclamam do fim da possibilidade de os cônjuges dos funcionários poderem ser incluídos como dependentes no plano de saúde e da redução do limite de idade dos filhos para pagamento de auxílio-creche, de 7 para 6 anos.

Comentários

Comentários