Economia & Negócios

Impasse com o DAE deixou três empresas sem água por mais de 24h

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 2 min

Por erro de comunicação ou mesmo descaso, três empresas localizadas próximo ao Bauru Shopping ficaram com as torneiras secas desde as 14h de anteontem. Os proprietários sofreram com a falta de água e com as informações desencontradas passadas pelo atendimento do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru. Segundo um deles, foi preciso insistência e paciência para “convencer” a autarquia de que realmente os empreendedores estavam passando por problemas.

Entre as empresas estão uma agência de propaganda, uma loja de pesca e um restaurante, que dividem as paredes na quadra 1 da rua Aristides Barbosa de Carvalho, no Jardim Infante Dom Henrique. O mais afetado foi o estabelecimento que trabalha com alimentos. “Com tudo isso eu perdi clientela, porque não tinha como manusear os alimentos e prepará-los, bem como lavar talheres. Com isso, vou ter ainda que pagar hora extra para os funcionários”, afirma o proprietário César Albano de Carvalho.

Foi ele quem encabeçou as negociações com o DAE. Segundo o comerciante, na primeira ligação à autarquia ele foi informado pelo atendente que não havia nenhum registro de problema de falta de água nas imediações, o que não geraria ocorrência. Na terceira tentativa, ele teria sido informado que a água naquele local estava cortada desde 2004 devido a pendências financeiras. “Como pode ocorrer isso se aluguei a sala em outubro de 2006, sempre paguei as contas e tive abastecimento adequado?”, questiona.

O pedido do comerciante só foi atendido ontem à tarde. Por volta das 14h, uma equipe do DAE compareceu ao endereço, realizou estudos na tubulação e depois se retirou. Nesse período, a reportagem do JC entrou em contato com a assessoria de imprensa da autarquia. Até então, a informação oficial indicava que o problema seria na tubulação interna do complexo comercial, que seria subdimensionada e não teria capacidade de abastecer todos os estabelecimentos.

No entanto, pouco depois o DAE enviou ao local um caminhão-pipa para amenizar a situação no restaurante. E no final da tarde, veio a constatação de que realmente havia um problema de vazamento “encoberto” na rede externa de abastecimento.

Por volta das 18h uma equipe da autarquia iniciou os trabalhos de reparo para sanar os problemas. No entanto, após toda a dificuldade, fica a insatisfação com a qualidade do sistema de atendimento do órgão. “Cada hora que eu ligava (para o DAE), recebia uma informação diferente. A coisa realmente só começou a fluir quando consegui falar com um supervisor. Acho que a gente paga muito bem para ter em troca um serviço como esse”, resume Carvalho.

Comentários

Comentários