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Participação de mulheres no mercado de trabalho cresce no Sul e Sudeste

Folhapress
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São Paulo - A participação das mulheres no mercado de trabalho cresceu apenas no Sul e no Sudeste em 2006, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad) divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De 2005 para 2006, a força de trabalho brasileira cresceu 1,6%, que representa 97,6 milhões de pessoas economicamente ativas. A participação das mulheres somava 42,6 milhões, participação equivalente a 43,7%. Na região Sudeste, a participação feminina no mercado foi de 44,2%, em 2005, para 44,8% em 2006, enquanto na Sul o salto foi de 44,6% para 45%. Já nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, não houve alteração significativa dessa participação.

Entre os homens que estavam na força de trabalho, 90% tinham concluído pelo menos um ano de estudo, enquanto que, para as mulheres, o percentual estimado era superior (93%). A diferença entre homens e mulheres aumento quando se comparam os níveis mais altos de escolaridade.

Quase 43,5% delas concluíram o ensino médio (11 anos ou mais de estudo), enquanto, apenas um terço dos homens possuía esse grau de instrução. Os rendimentos reais médios dos homens e das mulheres, porém, continuaram diferindo.

Em 2006, o rendimento de trabalho das mulheres representava 65,6% do rendimento dos homens, contra 64,4% em 2005; 63,5% em 2004; e 58,7% em 1996. As maiores diferenças salariais entre homens e mulheres estavam, em 2006, entre os trabalhadores por conta própria e trabalhadores domésticos.

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