Ser

Com licença...

Glorinha Braga Ortolan*
| Tempo de leitura: 3 min

A mesa

Desde o reinado de Luis XIV, o Rei Sol, o ritual da mesa permanece na França, onde a arte culinária é primorosa, o ato de comer é prazeroso e as boas maneiras são valorizadas e exercidas. Essas razões explicam o porquê do requinte perdurar até hoje entre os franceses.

O Brasil recebeu grande influência da etiqueta francesa e, por muito tempo, ela foi praticada no dia-a-dia dos brasileiros e ainda hoje é seguida por algumas famílias. Tal foi a importância da França no mundo que a língua francesa já ocupou lugar de destaque no cenário internacional. Aqui, no Brasil, a língua francesa fazia parte do currículo escolar.

Com a influência exercida pelos americanos e com a mulher entrando para o mercado de trabalho, houve uma mudança e um esquecimento do requinte à mesa. O “fast food” (=comida rápida) logo se espalhou e caiu no gosto dos brasileiros. Porém, isso não justifica o descuido da etiqueta. Penso que seja uma acomodação de alguns pais, pois em qualquer lugar da casa é permitido fazer a refeição; seja na sala, na cozinha, no quarto ou na varanda.

Concordo que hoje, em alguns lares, não é possível todos os membros da família sentarem-se à mesa para uma refeição no mesmo horário, mas nada impede que cada um prepare o seu lugar com carinho.

A prática da educação à mesa é conseguida pelo hábito e somente será demonstrada com naturalidade se for exercida diariamente. Posso afirmar, com segurança, que o comportamento à mesa revela o grau de educação de uma pessoa. Tal é a importância desse comportamento que algumas empresas efetuam a entrevista para determinado cargo em um restaurante, onde, durante alguns segundos, podem ser analisados vários itens, como traje, linguagem, gestos e manuseio de talheres. Podemos perceber que o requinte ultrapassou o âmbito pessoal e já alcançou o profissional.

Saber dizer para um irmão “muito obrigado” e “por favor” nunca é demais. A convivência não anula a educação.

A composição de uma mesa não exige luxo, mas sim capricho, carinho e criatividade, não só quando se recebe uma visita, mas diariamente, usando o material que se tem em casa.

Dicas:

• Usar uma toalha de mesa ou um jogo americano, muito bem passados;

• Enfeitar o guardanapo, de pano ou papel, com uma fita de cetim, dando um lacinho;

• Colocar no centro da mesa um vasinho de flor (que deve ser retirado quando a refeição for servida);

• Os pratos devem estar com a parte que se coloca o alimento virado para cima, e não para baixo;

• Os braços não devem ficar apoiados à mesa enquanto estamos comendo, muito menos o cotovelo;

• Não usar os dedos para empurrar a comida, use a faca e o garfo;

• Tenha uma postura elegante não se debruçando sobre o prato;

• Distribua os alimentos no prato de uma maneira organizada;

• Sendo religioso, faça uma oração antes de começar a comer;

• Agradeça quem preparou a refeição.

• Bom apetite!

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Jogos Para-olímpicos – Exemplo de Vida

Comparando a parábola da Bíblia “O óbolo da viúva” (São Lucas, cap.XXI, v. de 1 a 4) aos Jogos Para-olímpicos, onde vale a máxima “o menos vale mais”, pudemos perceber que, nas últimas competições, o mais importante não foi somente competir, mas também vencer.

Os para-atletas superaram a discriminação social, a dependência de terceiros e a vida reclusa. Superaram a si mesmos.

Os meus mais profundos e sinceros cumprimentos para esses atletas guerreiros e heróis. Valorizo muito esse evento esportivo.

Parabéns! Vocês realmente são vencedores.

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* Educadora e consultora de etiqueta social e profissional e autora dos livros “Educação e Requinte” e “Com Licença ... preceitos de civilidade e cidadania”

www.educacaoerequinte.com.br

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