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5 mil pessoas protestam contra CPMF

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Cerca de 5,4 mil nomes. Este foi o número de assinaturas coletadas ontem pelo movimento contra a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), liderado por entidades do comércio e da indústria de Bauru. Em 10 horas de trabalho, os quatro postos distribuídos pela cidade passaram o dia todo recebendo o apoio de pessoas que se manifestaram contrárias à prorrogação do prazo para a cobrança do imposto, que deve encerrar-se em 31 de dezembro de 2007.

Na manhã de ontem, o contribuinte e estudante de direito Leandro Douglas Lopes, 21 anos, fazia compras no supermercado Confiança Max e decidiu assinar o manifesto, por considerar que houve “um grande desvio da finalidade” do recurso. “A princípio ela serviria para a saúde e não para os programas sociais do governo. A função da CPMF não está sendo cumprida e está onerando demais a população. Então, o mais correto é que o imposto acabe”, defende. Os outros três pontos de coleta de assinaturas foram: Bauru Shopping e quadras 3 e 6 do Calçadão da Batista de Carvalho.

Segundo o diretor regional da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), José Luiz Miranda Simonelli, o número de assinaturas favoráveis à extinção do tributo recolhidas ontem demonstra que esta não é uma insatisfação do setor empresarial, mas de toda a população.

“Ninguém quer pagar mais por uma coisa que não tem retorno. Nós estamos tendo recordes sucessivos de arrecadação a cada ano e a qualidade do serviço de saúde é cada vez pior. Alguma coisa está errada”, observa. A previsão de arrecadação para este ano é de R$ 36 bilhões com a CPMF, que é cobrada desde 1996.

Para Simonelli, o fim da cobrança da CPMF não causaria um colapso no serviço público de saúde porque o governo federal poderia administrar suas despesas, cortando “gorduras”. “É tudo uma questão de administrar os gastos públicos, que são absurdos. O governo pode gastar menos com propagandas e com os salários dos cargos de confiança, por exemplo. Há vários custos que podem ser cortados”, acredita.

Movimento continua

A coleta das assinaturas continua até quarta-feira com a distribuição dos abaixo-assinados em locais que concentrem grande número de pessoas, como empresas e escolas. “Mandaremos listas direcionadas, mas ainda estamos acertando em que lugares. Queremos o maior número possível de assinaturas”, diz o diretor. O movimento está sendo desenvolvido em todo o Estado e o objetivo é reunir todas as assinaturas, que já somavam 1,15 milhão na terça-feira, para que sejam encaminhadas ao Congresso Nacional.

Em Bauru, participam do movimento a diretoria regional da Fiesp, a Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescon), Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (SindusCon) e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

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